Início » Os impactos da guerra no Oriente Médio, que completa seis meses | G1

Os impactos da guerra no Oriente Médio, que completa seis meses | G1

por Gilberto
os-impactos-da-guerra-no-oriente-medio,-que-completa-seis-meses-|-g1

Petróleo e combustíveis mais caros

A guerra afetou a produção de petróleo nos países do Golfo e reduziu fortemente o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz.

Com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, quando a demanda por energia tende a aumentar, novos problemas no Estreito de Ormuz ou na infraestrutura energética russa podem voltar a pressionar os combustíveis e a inflação.

Ilustração mostra bandeira dos EUA e do Irã — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Bolsas resistem ao impacto da guerra

Apesar do choque no setor de energia, as bolsas globais resistiram aos efeitos da guerra e continuaram avançando.

O valor das empresas que fazem parte do índice mundial de ações da MSCI, que reúne mercados de 47 países, atingiu neste mês o recorde de US$ 105 trilhões. São quase US$ 7 trilhões a mais, uma alta de 9%, desde o início da guerra.

Um dos principais fatores que sustentaram as bolsas foi o forte volume de investimentos em empresas ligadas à inteligência artificial.

A valorização das empresas de tecnologia ajudou a compensar parte das perdas provocadas pela guerra em outros setores e regiões, especialmente nos mercados do Golfo.

Dólar, ouro e títulos não foram refúgios tão seguros

Em momentos de crise, investidores costumam procurar ativos considerados mais seguros, como dólar, ouro e títulos do governo americano, na tentativa de proteger o patrimônio das oscilações dos mercados. Desta vez, porém, esses investimentos não tiveram um comportamento uniforme.

O dólar acumula alta de cerca de 1,4% em relação a um conjunto das principais moedas do mundo desde o início da guerra.

Já os títulos do governo dos Estados Unidos acumularam perda de cerca de 3,5%, considerando tanto a variação de preço quanto os rendimentos pagos aos investidores. O desempenho foi pressionado principalmente pela alta da inflação e pelas expectativas para os juros americanos.

O ouro também oscilou bastante. Caiu quase 25% entre o início da guerra e julho, mas subiu mais de 15% somente neste mês, em meio às preocupações com o dólar.

Guerra aumenta pressão sobre alimentos e fertilizantes

O problema se somou aos efeitos do El Niño e às interrupções no transporte de grãos provocadas pela guerra na Ucrânia.

A combinação desses fatores aumentou a pressão sobre os preços dos alimentos. Segundo a Reuters, os preços globais da alimentação atingiram em julho o maior nível em mais de três anos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O JPMorgan estima que, mesmo sem considerar os efeitos da guerra, um El Niño forte poderia acrescentar cerca de 0,7 ponto percentual à inflação global dos alimentos no momento de maior impacto.

O impacto tende a ser maior em países da Ásia, América Latina e África, onde as famílias gastam uma parcela maior da renda com alimentação.

Países do Golfo são os mais atingidos

Os países produtores de petróleo e gás do Golfo estão entre os mais afetados economicamente pela guerra.

  • As exportações da Arábia Saudita caíram 10% do primeiro para o segundo trimestre.
  • No Catar, a Oxford Economics estima que a economia encolha quase 30% neste ano, em razão dos danos ao complexo de gás de Ras Laffan.
  • As bolsas do Catar e dos Emirados Árabes Unidos caíram cerca de 14%, enquanto o mercado global de ações avançou no período.
  • O mercado imobiliário de Dubai também sofreu forte impacto. Segundo estimativa do JPMorgan, as vendas de imóveis caíram entre 70% e 80%.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63