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Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou no 1º semestre | G1

por Gilberto Cruz
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Por outro lado, a inflação dos alimentos caiu 0,24% em junho e teve o maior impacto negativo sobre o índice geral do mês.

Os preços dos alimentos consumidos em casa tiveram queda de 0,39%, depois de uma alta de 1,65% em maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

Já a alimentação fora de casa subiu 0,15% em junho, uma desaceleração em relação a maio (+0,49%).

Contas de luz sobem até o triplo da inflação

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Abaixo veja os 20 alimentos que mais encareceram e que mais baratearam no 1º semestre deste ano.

Alimentos que ficaram mais caros

  • Pepino: 155,47%
  • Cenoura: 103,14%
  • Tomate: 82,41%
  • Batata-inglesa: 82,11%
  • Morango: 60,97%
  • Cebola: 53,34%
  • Feijão-carioca (rajado): 52,82%
  • Repolho: 29,79%
  • Açaí (emulsão): 27,64%
  • Abobrinha: 23,46%
  • Feijão-preto: 22,62%
  • Leite longa vida: 22,08%
  • Couve-flor: 21,96%
  • Brócolis: 19,72%
  • Feijão-mulatinho: 19,22%
  • Manga: 19,17%
  • Couve: 17,73%
  • Batata-doce: 15,92%
  • Peito bovino: 13,02%

Alimentos que ficaram mais baratos

  • Abacate: -41,3%
  • Laranja-baía: -32,81%
  • Laranja-lima: -23,36%
  • Banana-maçã: -18,9%
  • Maracujá: -12,93%
  • Café moído: -11,49%
  • Maçã: -11,03%
  • Açúcar refinado: -10,78%
  • Limão: -9,45%
  • Óleo de soja: -9,25%
  • Banana-d’água: -8,31%
  • Açúcar demerara: -8,23%
  • Açúcar cristal: -7,77%
  • Laranja-pera: -7,03%
  • Azeite de oliva: -6,67%
  • Carne de porco: -5,64%
  • Farinha de trigo: -4,77%
  • Pimentão: -4,73%
  • Café solúvel: -4,34%
  • Frango em pedaços: -4%

Por que as hortaliças ficaram mais caras

Problemas climáticos e redução da produção em momentos importantes da safra são alguns dos fatores que explicam a alta de preços das hortaliças.

O pepino, por exemplo, sofreu com o calor nas principais regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em Minas Gerais, segundo o relatório do índice Ceagesp, publicado em maio. O calor excessivo afetou a produtividade das plantações – ou seja, a quantidade colhida por hectare –, o que diminuiu o volume colhido.

No caso da cenoura, o excesso de chuvas em parte da safra comprometeu a qualidade das raízes, provocando deformações e doenças. Isso reduziu a quantidade de cenouras aptas para comercialização.

Em relação ao tomate, a queda das temperaturas e o aumento da umidade atrasaram a maturação dos frutos e favoreceram a proliferação de fungos e bactérias nas lavouras. Com menor produtividade e menos tomate chegando ao mercado, os preços subiram.

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Inflação em junho

O grupo de Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos pesquisados, depois da habitação, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% dos perfumes.

Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio.

Veja o resultado dos grupos do IPCA

  • Alimentação e bebidas: -0,24%;
  • Habitação: 0,63%;
  • Artigos de residência: 0,23%;
  • Vestuário: 0,17%;
  • Transportes: 0,17%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
  • Despesas pessoais: 0,25%;
  • Educação: -0,02%;
  • Comunicação: 0,19%.

Energia elétrica desacelera, mas segue pressionando a inflação

Apesar de a alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho.

Isso ocorreu principalmente por causa da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês.

Segundo o IBGE, a conta de luz continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Inflação — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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