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Após pedido de empresas, Itamaraty segue empenhado em barrar tarifaço | G1

por Gilberto Cruz
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O prazo para um acordo entre os dois países acaba em 15 de julho. A afirmação foi enviada à Globonews após entidades que representam empresários brasileiros e americanos terem pedido que haja uma nova rodada de negociação, e defenderem que os dois países cheguem a um acordo para evitar a aplicação da tarifa de 25% (leia detalhes mais abaixo).

“Agradecemos as sugestões do setor privado e continuamos empenhados na negociação e no diálogo com as autoridades norte-americanas, diálogo que já dura um ano, em defesa do interesse nacional”, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que cerca de 4,2 mil produtos brasileiros podem ser impactados caso o tarifaço entre em vigor, entre os quais ferro gusa, molduras de madeiras e álcool etílico.

Juntos, segundo a CNI, esses 4,2 mil produtos somam US$ 15 bilhões em exportações brasileiras para os EUA.

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No Palácio do Planalto e no Ministério das Relações Exteriores, a percepção é que a decisão do USTR tem caráter político e desconsidera os argumentos apresentados ao longo do último ano sobre desmatamento e PIX, por exemplo.

A carta dos empresários

Nesta quinta (9), entidades que representam empresários brasileiros e americanos divulgaram uma carta conjunta para pedir que Brasil e Estados Unidos sigam em negociação.

Assinam a carta a CNI, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e a U.S Chamber of Commerce.

O documento é dirigido a quatro autoridades:

  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  • Márcio Elias Rosa, ministro da Indústria e Comércio;
  • Jamieson Greer, chefe do escritório comercial (USTR);
  • Marco Rubio, secretário de Estado americano.

Entre outros pontos, as entidades:

➡️reiteram apoio ao fortalecimento da parceria econômica entre os dois países;

➡️dizem que a relação Brasil-EUA é estratégica nas áreas de comércio, investimentos, tecnologia, inovação;

➡️pedem que as negociações do tarifaço levem a resultados que reforcem a previsibilidade, ampliem oportunidades e e fortaleçam a confiança mútua.

“Encorajamos ambos os governos a alcançar entendimentos concretos no curto prazo, que contribuam para uma solução negociada no âmbito das investigações da Seção 301 envolvendo o Brasil e evitem a proposta de aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros”, afirma a carta.

“O avanço […] por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, concluíram as entidades.

Chanceler Mauro Vieira — Foto: Mateus Oliveira/MRE

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