Início » IPCA: Inflação desacelera para 0,16% em junho com queda dos alimentos | G1

IPCA: Inflação desacelera para 0,16% em junho com queda dos alimentos | G1

por Gilberto Cruz
ipca:-inflacao-desacelera-para-0,16%-em-junho-com-queda-dos-alimentos-|-g1

Com o resultado do mês, a inflação acumula alta de 3,36% em 2026. Nos últimos 12 meses, o aumento dos preços foi de 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados até maio. Em junho do ano passado, a inflação havia sido de 0,24%.

No primeiro semestre, o IPCA acumulou alta de 3,36%, acima dos 2,99% registrados no mesmo período de 2025. Esse é o maior avanço para os seis primeiros meses do ano desde 2022.

Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior alta de preços no mês e foi o que mais pressionou a inflação.

Despesas Pessoais teve a segunda maior alta entre os grupos pesquisados, com aumento de 0,25%. Os principais reajustes vieram dos serviços de empregado doméstico (0,53%) e de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).

Em Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,23%, o destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, impulsionados pela alta de 1,12% dos perfumes.

Os planos de saúde também ficaram mais caros, refletindo o reajuste de até 5,11% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde maio.

Veja o resultado dos grupos do IPCA

  • Alimentação e bebidas: -0,24%;
  • Habitação: 0,63%;
  • Artigos de residência: 0,23%;
  • Vestuário: 0,17%;
  • Transportes: 0,17%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,23%;
  • Despesas pessoais: 0,25%;
  • Educação: -0,02%;
  • Comunicação: 0,19%.

Energia elétrica desacelera, mas segue pressionando a inflação

Apesar de a alta dos preços de Habitação ter perdido força em relação a maio, quando o grupo subiu 1,11%, ele continuou sendo o que mais pressionou a inflação de junho.

Isso ocorreu principalmente por causa da energia elétrica residencial, que desacelerou de 3,67% para 1,53%, mas ainda foi o item que mais contribuiu para o resultado do mês.

Segundo o IBGE, a conta de luz continuou mais cara devido à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Além disso, entraram em vigor reajustes nas tarifas de distribuidoras de energia em Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte ao longo do mês.

Alimentos ficam mais baratos

Após subir 1,33% em maio, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,24% em junho, ajudando a reduzir a inflação do mês.

Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,39% mais baratos em junho, puxados principalmente pela queda nos preços de:

  • ☕ Café moído: -3,72%
  • 🍎 Frutas: -1,58%
  • 🥩 Carnes: -0,64%

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros:

  • 🫘 Feijão-carioca: +8,31%
  • 🥔 Batata-inglesa: +3,57%

A alimentação fora de casa também perdeu força. A alta desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, com aumentos menores tanto nos lanches quanto nas refeições.

Entre as capitais pesquisadas, Brasília registrou a maior inflação do mês (0,52%), puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Já Recife teve a menor variação (-0,04%), influenciada pela queda dos preços do tomate e da gasolina.

O grupo de Transportes teve alta de 0,17% em junho. O principal aumento veio das passagens aéreas, que subiram 7,12%. Em compensação, os combustíveis ficaram mais baratos no mês:

  • Etanol: -3,09%
  • Óleo diesel: -1,19%
  • Gás veicular: -0,19%
  • Gasolina: -0,12%

Segundo o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, a gasolina acumulou alta de 6,37% no primeiro semestre.

Parte dessa pressão ocorreu em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que elevaram os preços internacionais do petróleo e aumentaram a preocupação com o abastecimento global.

O preço do ônibus urbano subiu 0,72%, influenciado por mudanças nas regras de gratuidade e descontos aos domingos e feriados em Belo Horizonte, Brasília, Belém e Curitiba.

O metrô teve alta de 0,20%, refletindo a incorporação da gratuidade aos domingos e feriados em Brasília.

Já o ônibus intermunicipal avançou 0,38%, em razão de um reajuste extraordinário de 15% nas tarifas em Rio Branco, em vigor desde 8 de maio, e de um aumento de 7,32% nas tarifas em Porto Alegre, válido desde 2 de junho.

Agora no g1

Agora no g1

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63