Início » Por PEC da blindagem, Centrão e oposição ameaçam complicar vida do governo na isenção do IR

Por PEC da blindagem, Centrão e oposição ameaçam complicar vida do governo na isenção do IR

por Gilberto Cruz
por-pec-da-blindagem,-centrao-e-oposicao-ameacam-complicar-vida-do-governo-na-isencao-do-ir


Plenário da Câmara dos Deputados
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A pressão pela aprovação da PEC da blindagem nas horas que antecedem a votação do texto é grande nos bastidores da Câmara.
Oposição e Centrão acreditam ter votos suficientes para a proposta de mudança na Constituição passar. A conta feita até o momento é de 360 votos a favor, como mostrou o colunista do g1 Valdo Cruz. O número é superior ao mínimo necessário, de 308 votos.
A PEC cria restrições ao Judiciário para que decisões sejam aplicadas contra parlamentares – submetendo ao Congresso a palavra final em medidas restritivas, prisões e outras diligências.
Esse é um assunto que une várias bandeiras ideológicas, porque é lido como medida de autopreservação e de proteção privilegiada.
Ainda assim, o Centrão e a oposição querem garantir uma aprovação com folga.
E estão pressionando: se a PEC da blindagem não passar, vão derrubar a compensação prevista na proposta da isenção do Imposto de Renda.
O assunto do IR de interesse público, é promessa de campanha de Lula, e envolve repercussões eleitorais e de popularidade.
Na prática, a pressão feita pelo centrão sobre deputados contrário à blindagem é: aprovar o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil sem a compensação de aumento de receita para bancar a proposta.
Segundo cálculos da Receita Federal, o governo vai perder cerca de R$ 26 bilhões de arrecadação com o aumento da faixa de isenção.
A proposta, no relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL), é que esse buraco nas contas seja coberto, por exemplo, com uma taxação para quem ganha mais de R$ 600 mil por ano e não paga nem 10% de Imposto de Renda.
PECs da blindagem de parlamentares e do fim do foro privilegiado em discussão
O governo está preocupado com essa possibilidade porque, aí, faltariam recursos para bancar programas sociais e até para manutenção da máquina pública.
Deputados da base se articulam para retomar a campanha com o mote “Justiça Tributaria”, alegando que o Centrão não quer taxar os mais ricos, criando essa guerra de discursos de pobres contra ricos.
Parlamentares dizem que, a depender do clima nesta quarta-feira (27) na Câmara, a oposição pode surpreender o governo de última hora, numa tática parecida com o que ocorreu na CPI mista do INSS – quando estava tudo negociado para a base chefiar o colegiado, mas, em reunião na madrugada anterior, a oposição costurou apoios e derrubou o governo do comando da CPI.
No caso da votação do IR, o “susto” de última hora seria não aprovar a compensação, já negociada com o governo.
Nesta quarta(27), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, falou abertamente sobre esse risco de os deputados não votarem a compensação à nova faixa de isenção do IR.
“Acho que, nesse caso, vai ser difícil eles ficarem contra essa medida. O que eles podem fazer é isso: é votar o projeto e, eventualmente, tentar que não tenha compensação, o que criaria dificuldade para manter escolas, hospitais, porque qualquer governo do mundo precisa de recursos para manter serviços públicos funcionando”, afirmou.
A declaração do ministro foi dada durante programa “Bom Dia, Ministro”, do CanalGov.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas © Todos direitos reservados à Tv Betim Ltda®