O resultado contrasta com a queda de preços registrada no mês anterior. Em agosto, o IPCA teve deflação de 0,32%, a maior queda mensal do índice desde agosto de 2022.
Todos os grupos tiveram alta de preços: Habitação teve a maior alta (2,31%) e o maior peso na inflação do mês, com uma contribuição de 0,35 ponto percentual. Na sequência, vieram Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).
⬆️ SOBE – Após três meses seguidos de queda, os preços dos alimentos e bebidas voltaram a subir. Os produtos consumidos em casa ficaram 0,96% mais caros, puxados pelas altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).
⬇️ DESCE – Por outro lado, ficaram mais baratos o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%), o que ajudou a conter a alta do grupo.
Comer fora de casa também ficou mais caro: a alta passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. O aumento no preço das refeições acelerou de 0,18% para 0,49%, enquanto o dos lanches perdeu força, passando de 0,62% para 0,47%.
Veja a seguir os 20 alimentos que ficaram mais caros em setembro.
Alimentos que mais encareceram
- Limão: 46,42%
- Tomate: 37,76%
- Abobrinha: 29,82%
- Batata-inglesa: 24,07%
- Cebola: 10,14%
- Melão: 9,9%
- Couve-flor: 9,58%
- Goiaba: 7,85%
- Maracujá: 7,14%
- Pepino: 6,99%
- Brócolis: 5,18%
- Filé-mignon: 4,95%
- Arroz: 4,56%
- Carne de carneiro: 4,29%
- Lagarto redondo: 3,25%
- Cupim: 3,17%
- Mandioca (aipim): 3,13%
- Alimento infantil: 3,08%
- Peixe-anchova: 2,85%
- Alcatra: 2,63%
Alimentos que mais baratearam
- Pimentão: -10,95%
- Manga: -9,62%
- Peixe-dourada: -9,06%
- Melancia: -8,11%
- Mamão: -6,59%
- Cenoura: -6,41%
- Repolho: -6,06%
- Morango: -6,04%
- Açaí (emulsão): -4,23%
- Feijão-carioca (rajado): -4,12%
- Banana-prata: -3,88%
- Peixe-filhote: -3,46%
- Banana-d’água: -2,97%
- Salsicha: -2,63%
- Abacaxi: -2,62%
- Peixe-sardinha: -2,55%
- Salame: -2,50%
- Peixe-serra: -2,43%
- Peixe-corvina: -2,29%
- Peixe-tainha: -2,13%
