O bloco concluiu auditorias nas duas cadeias produtivas e considerou que os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo Brasil são “satisfatórios”.
O Brasil deve voltar à lista de fornecedores de mel e aves da União Europeia em breve. A afirmação foi feita pelo Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (4).
O bloco europeu concluiu auditorias em ambas as cadeias produtivas. Os controles sanitários e procedimentos oficiais adotados pelo Brasil foram classificados como “satisfatórios” pelo grupo.
O ministro André de Paula declarou ser preciso “esperar o processo burocrático”, mas projeta o retorno rápido do Brasil à lista de fornecedores.
As auditorias nos 2 setores começaram em 24 de agosto. Elas foram realizadas a pedido das próprias autoridades da União Europeia.
Fiscais visitaram estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais brasileiros. O objetivo foi verificar o funcionamento e a estrutura do sistema de defesa agropecuária.
Frango cru — Foto: JK Sloan
O bloco concluiu auditorias nas duas cadeias produtivas e considerou que os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo Brasil são “satisfatórios”.
“Agora é esperar o processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia”, declarou o ministro da Agricultura, André de Paula.

Agora no g1
As auditorias nos dois setores foram realizadas por solicitação das próprias autoridades da União Europeia e teve início em 24 de agosto.
Os fiscais visitaram estabelecimentos produtivos e órgãos oficiais do país, verificando a estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que aguarda a oficialização da reabertura do mercado para comentar o caso.
O g1 questionou a Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel) sobre o avanço nas negociações com a União Europeia, mas não obteve um retorno até a última atualização desta reportagem.
Embargo ao Brasil
A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro.
O anúncio da exclusão do Brasil da lista de fornecedores foi feita em maio.
A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente.
As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país.

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