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Alcolumbre sinaliza que Mendonça também será alvo em caso de abertura de impeachment contra Moraes | G1

por Gilberto Cruz
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Por Ana Flor

Jornalista e comentarista da GloboNews.

Presidente do Senado sinalizou que, caso pressão para dar início ao processo de impeachment de Alexandre de Moraes se tornar insustentável, iria também autorizar processo contra André Mendonça.


Ana Flor: Alcolumbre sinaliza impeachment cruzado

Ana Flor: Alcolumbre sinaliza impeachment cruzado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez circular entre os colegas no Congresso Nacional que se a pressão para dar início ao processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se tornar insustentável, iria também autorizar o processo contra outro ministro da corte: André Mendonça.

Essa proposta de impeachment cruzado teve efeito de baixar a temperatura no Senado ao longo dos últimos dias.

Na decisão, no bojo no polêmico inquérito das Fake News, Moraes cita indícios de crime de responsabilidade de Mendonça e até de que Alcolumbre havia sido investigado.

Estes pontos foram lidos como uma senha para permitir a atuação de Alcolumbre no Senado.

Com isso, os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passam a ser conduzidos pelo presidente Fachin.

Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

No pedido de Moraes, o ministro afirmou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos”, a investigação de determinados alvos, e cita seu próprio nome, e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF, que afirmam ser de competência de órgão colegiado analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados.

Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.

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