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Motta paga fatura, pauta pacote da impunidade e bolsonaristas se preparam para anistia após julgamento no STF

por Gilberto Cruz
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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou o pacote da impunidade que foi combinado entre líderes e Arthur Lira (PP-AL) e que o permitiu a retomar o comando da Câmara dos Deputados após a invasão do plenário por deputados bolsonaristas há algumas semanas.
Motta chegou a negar publicamente que houvesse qualquer acordo. Porém, como o blog revelou, líderes de pelos menos cinco bancadas da Casa comunicaram ao presidente que o pacote era o combinado para que ele pudesse reassumir os trabalhos.
Motta adiou por algumas semanas e aproveitou a onda da adultização para diluir o tema, mas seguiu pressionado. E não teve saída, avaliam líderes, já que essa era a fatura combinada com Lira e comunicada a Motta.
Em entrevista ao Estúdio i, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou ter comunicado Hugo Motta sobre o acordo fechado para encerrarem o motim: “O Motta não deu ok, nem nada. Nós só comunicamos ele o acordo dos líderes”, disse.
PEC das prerrogativas é 1º passo
Bolsonaristas afirmam que a PEC das prerrogativas, que deve ser votada nesta quarta-feira (27), é o primeiro passo para outros temas, como a anistia de golpistas. Na avaliação de líderes ouvidos pelo blog, a expectativa é de aprovar a PEC e que a pauta de foro privilegiado, também pautada, tem maiores chances de ser derrotada. O combinado, no entanto, era pautar — não aprovar.
Líderes aumentam pressão, se irritam com Motta e cobram votação das prerrogativas
Após o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, os apoiadores do ex-presidente vão centrar esforços na anistia no Congresso. Ai, afirmam estes líderes ouvidos pelo blog, o pacote da impunidade estará pautado na sua integralidade, conforme combinado para encerrar o motim na Câmara.
Bolsonaristas têm comemorado a fala do ministro Luis Roberto Barroso, presidente do STF, sobre o tema — e foi vista como luz no fim do túnel para o ex-presidente. Na semana passada, Barroso declarou que anistia antes do julgamento é “uma impossibilidade”. Mas que, depois da deliberação, o tema “passa a ser uma questão política”.
Por isso, esses líderes afirmam que a segunda etapa do pacote combinado com Lira/Motta é anistia de Bolsonaro após o julgamento marcado para começar no dia 2 de setembro.
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