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Fim da 6×1: relator lê parecer; presidente da CCJ concede vista de uma hora após pedido da oposição | G1

por Gilberto Cruz
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Otto Alencar atendeu, parcialmente, a um pedido de parlamentares da oposição ao governo Lula, que defendiam um prazo maior para a análise do relatório. O parecer foi lido nesta quarta pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), relator do tema no Senado.

Após o prazo de uma hora de vista, que se encerra às 14h47, a CCJ pode iniciar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. O texto prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses.

🔎A CCJ é a principal comissão do Congresso, e funciona como uma ‘luz verde’ para qualquer projeto que tramita no Legislativo. O colegiado consegue controlar o ritmo e dar peso de validação a uma matéria para ser analisada pelo plenário. É a comissão mais estratégica, que pode interromper previamente determinados projetos.

No relatório, o senador Omar Aziz não fez alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

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A proposta

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6×1 estipula uma jornada semanal de 40 horas de trabalho – atualmente, são 44 horas. Com a nova escala, seriam mantidos os limites de 8 horas diárias de trabalho.

A grande mudança é garantir que os trabalhadores tenham dois dias de descanso semanal sem a possibilidade de redução salarial. Preferencialmente, um desses dias deve ser o domingo.

Aziz manteve essas regras em seu parecer. O senador também não fez alterações no período de transição. Se aprovada, a PEC deve seguir a seguinte cronologia:

  • em dois meses, redução da jornada semanal para 42 horas, com dois dias de repouso semanal;
  • em um ano, redução da jornada semanal para 40 horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

Em seu relatório, o parlamentar do PSD defendeu a redução da carga de trabalho. O senador chama a atenção para o fato de que as 44 horas semanais estão em vigor há 30 anos.

E, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a 6×1 afeta mais os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade.

“A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral”, afirmou Aziz.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

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