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Dólar sobe aos R$ 5,43, com demissão de diretora do Fed e prévia da inflação brasileira; Ibovespa cai

por Gilberto Cruz
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Durante a tarde, o Fed emitiu um comunicado que diz que os diretores da instituição têm mandatos longos e fixos, e que só podem ser afastados pelo presidente dos EUA “por justa causa”.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

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O impasse no Fed

Trump anunciou a demissão de Lisa Cook por meio de uma publicação em suas redes sociais. A decisão é vista como mais uma escalada nos ataques do republicano à independência do banco central americano.

O Fed destacou em nota que continuará atuando conforme a lei e que, como de costume, cumprirá qualquer decisão judicial. Segundo o comunicado, essas garantias legais são consideradas salvaguardas essenciais para preservar a independência da política monetária.

“Mandatos prolongados e proteções contra demissões arbitrárias asseguram que as decisões do Fed sejam baseadas em dados, análise econômica e nos interesses de longo prazo do povo americano”, afirmou o Fed.

Segundo Andressa Durão, economista do ASA, nunca houve demissão por justa causa de um diretor do Fed.

“Trump pode tentar a demissão e Lisa, a princípio, poderia permanecer no cargo e continuar exercendo suas funções enquanto processa o governo contra a decisão — o que pode durar meses ou até anos, a menos que um tribunal determine uma suspensão imediata.”

Para a economista, a decisão de Trump gera “perda de credibilidade e aumento da insegurança jurídica”, mas o mercado deve superar esse impacto em breve.

“Caso realmente o processo se desenrole e haja saída de Cook do Fed, o resultado será a percepção de um Fed mais ‘dovish’ [postura mais flexível], conforme Trump indique seus membros”, diz a economista.

Prévia da inflação

O principal fator para a deflação foi a queda de 4,93% nos preços da energia elétrica residencial, após a incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas contas de agosto. A queda aconteceu mesmo com a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

O IPCA-15 de agosto mostra desaceleração em relação a julho, quando avançou 0,33%. Em agosto de 2024, o índice havia sido de 0,19%. Com o resultado, o acumulado em 12 meses chegou a 4,95%.

Apesar da deflação, o resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que projetava queda maior, entre 0,19% e 0,22%.

Bolsas globais

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta: o Dow Jones subiu 0,13%, o S&P 500 avançou 0,35% e o Nasdaq ganhou 0,23%.

Na Europa, as bolsas encerraram em queda, pressionadas pela instabilidade política na França e pela incerteza em relação à autonomia do Fed, fatores que ampliaram a aversão ao risco.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,83%, a 554,20 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,60%, para 9.265,80 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,50%, fechando em 24.152,87 pontos, enquanto em Paris o CAC-40 caiu 1,70%, a 7.709,81 pontos.

Na Ásia, os mercados recuaram após fortes altas recentes, em meio à migração de investidores para setores considerados subvalorizados. Analistas avaliam que o movimento positivo pode prosseguir, apoiado pela liquidez e pelo cenário de relações estáveis entre China e EUA.

Em Xangai, o índice SSEC recuou 0,39%, para 3.868 pontos. O CSI300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, caiu 0,37%, a 4.452 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,18%, para 25.524 pontos. Em Tóquio, o Nikkei recuou 0,97%, a 42.394 pontos. Em Taiwan, o TAIEX destoou da região e avançou 0,11%, para 24.305 pontos.

Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters

*Com informações da agência de notícias Reuters

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