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BYD Yangwang U9: elétrico beira 500 km/h e bate recorde de velocidade; VÍDEO

por Gilberto Cruz
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A marca foi registrada pelo piloto profissional Marc Basseg, utilizando a versão Track Edition, que é comercializável e equipada com todos os itens necessários para rodar legalmente em ruas e estradas.

Essa versão, a mais radical do superesportivo elétrico, inclui itens como o difusor dianteiro em fibra de carbono, que contribui para o desempenho em alta velocidade. Já a configuração “convencional” do U9 atingiu 391,94 km/h em novembro do ano passado, também sob o comando de Marc Basseg.

Yangwang U9 é mais rápido que Ferrari e pode pular buracos

O Yandwang U9 possui quatro motores de 326 cv, um em cada roda, totalizando 1.306 cv e 130,5 kgfm de torque. Essa potência é 2,3 vezes maior que a do motor Coyote 5.0L V8 da Ford F-150.

No U9, o foco está na aceleração: ele vai de 0 a 100 km/h em apenas 2,3 segundos. Nesse quesito, o U9 supera até mesmo a Ferrari com a melhor aceleração do mercado: a SF90 Stradale, que vai de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.

No supercarro italiano, esse desempenho é possível graças ao motor V8 biturbo F154 FA, combinado a três motores elétricos em um sistema híbrido plug-in.

A velocidade máxima do Yangwang U9 é de 309 km/h, enquanto a da Ferrari SF90 Stradale alcança 340 km/h, porém, com as limitações removidas para o teste, ele superou os 470 km/h.

O salto é possível graças a um sistema hidráulico de resposta rápida. Segundo a BYD, a suspensão pode elevar o carro em até 75 milímetros, a uma velocidade de 500 milímetros por segundo, gerando força suficiente para levantar mais que uma tonelada.

O veículo leva apenas meio segundo para realizar o salto, o que pode ser útil para evitar buracos, por exemplo. Em uma demonstração divulgada pela marca, o carro atinge 120 km/h e percorre cerca de seis metros no ar durante o salto.

O U9 também utiliza o controle preciso da suspensão para “dançar”, em apresentações que combinam caixas de som externas e luzes piscando em sincronia.

O U9 ainda não é vendido no Brasil, mas na China ele custa a partir de 1,68 milhão de renminbi, cerca de R$ 1,3 milhão.

Como é a pista de teste

Pistas de testes em Papenburg — Foto: divulgação/ATP Automotive Testing Papenburg GmbH

A pista de testes de Papenburg é uma das mais famosas para avaliação de carros de alto desempenho. Localizada ao norte da Alemanha e próxima da divisa com a Holanda, o circuito tem 55,3 km, separados por:

  • Teste acústico, com 300 metros de comprimento. Nela são duas faixas para carros e caminhões e o foco é o ruído feito por eles, seja do motor ou o que é produzido pelos pneus.
  • Teste de inclinação, com 75 metros. São duas faixas, com mais duas extras em inclinações diferentes, onde uma tem 15° e outra tem 20°.
  • Teste de freio, com total de 3.810 metros de comprimento. Ao todo são oito pistas neste tipo de teste, envolvendo diversos pisos como concreto, granito e asfalto.
  • Teste de cidade, com total de 693 metros de comprimento. O objetivo é simular curvas fechadas e até a presença de água salgada no chão, para veículos de até 7,5 toneladas.
  • Teste de durabilidade, com total de 12,4 km. Aqui são testadas a durabilidade de diversos componentes do veículo em trajetos longos e com poucas curvas.
  • Teste de durabilidade, com total de 12,4 km. Diferente do primeiro, este teste simula curvas suaves e mais fechadas em um percurso longo.
  • Teste de cascalho, com total 3,7 km de comprimento. Neste teste, existem diferentes tipos de cascalho, cada um com tamanho específico para simular a direção fora do asfalto.
  • Teste de direção, com 2,5 km de comprimento. Esta pista é uma miniaturização do Circuito de Hockenheim e é focado em testes para competição.
  • Teste oval de alta velocidade, com 12,3 km. Esta foi a pista utilizada pela BYD para Yangwang U9 e nela são testadas as maiores velocidades possíveis de um veículo.
  • Teste de inclinação, com 142,5 metros. Neste teste os carros sobem e descem áreas com até 18% de inclinação.
  • Teste de pavimento ruim, com 3.286 metros. Nesta pista, são simulados muitos dos asfaltos ruins, com trincas, buracos e falhas.
  • Teste de suspensão, com 24,6 metros. Nesta pista existem ondulações com 30 cm de altura, para medir a capacidade do veículo seguir sem perder a estabilidade enquanto uma das rodas está sem tração.
  • Testes dinâmicos, com 2.590 metros. Pista com diversos formatos de pista, como circular, de trapézio e reta.
  • Teste de pista molhada, com 1,1 km. Pista com reta e curvas com irrigadores para simulação de direção na chuva ou piso molhado.

Carros famosos já utilizaram a pista de testes alemã, como:

Bugatti W16 Mistral em pista de teste — Foto: divulgação/Bugatti

  • Koenigsegg Agera RS, em 2017 quando levou apenas 36,4 segundos para chegar aos 400 km/h
  • Rimac Nevera, em 2022 quando foi listado como o carro elétrico mais rápido do mundo aos 412 km/h
  • Bugatti W16 Mistral, em 2024 quando foi listado como o conversível mais rápido do mundo aos 453,91 km/h

Yangwang U9 — Foto: divulgação/BYD

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