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Google promete devolver mais água do que consome em data centers | G1

por Gilberto Cruz
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O Google anunciou, nesta quarta-feira (3), um plano para reduzir o impacto sobre a água usada no resfriamento de seus data centers, incluindo os que operam com inteligência artificial.

O plano é dividido em cinco etapas. A primeira é a mais ambiciosa e prevê repor mais água do que a consumida no resfriamento dos data centers até 2030, ao menos nos Estados Unidos.

Para atingir essa meta, a empresa afirma que ampliará o número de projetos voltados à gestão da água nas regiões onde ficam seus data centers e nas bacias hidrográficas próximas. Segundo o Google, a expansão desses projetos envolve um investimento de US$ 17 milhões, cerca de R$ 86,1 milhões na conversão direta.

Outras etapas incluem apoio à modernização dos sistemas de abastecimento e tratamento de água nessas cidades. “Isso inclui projetos que vão desde o reforço do abastecimento local até a detecção de vazamentos em tubulações”, disse o Google em nota.

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Uma análise mais detalhada das bacias hidrográficas para novos data centers também está entre as propostas. No documento, o Google afirma que, se o uso de água representar risco ao meio ambiente ou ao abastecimento local, passará a adotar resfriamento a ar ou com água de reuso.

Por que data centers usam tanta energia e água?

Operar um data center exige uma estrutura complexa de energia para que todos os equipamentos funcionem e sejam refrigerados de forma adequada.

Como podem ser usados por milhões de pessoas, esses espaços devem funcionar 24 horas por dia. Para garantir isso, as empresas adotam geradores e até suas próprias subestações de energia.

O treinamento dos modelos de IA mais conhecidos envolve um enorme volume de dados e só pode ser feito com chips de processamento modernos, que exigem mais energia e, por isso, esquentam mais.

Com equipamentos mais quentes, a única forma de controlar a temperatura é adotar um sistema de resfriamento líquido, por água ou óleo – data centers de nuvem podem ser refrigerados a ar porque consomem menos energia.

Como funciona um data center por dentro — Foto: Dhara Assis e Gui Sousa/g1

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