Índice
📊 Batizado de “Acelera INSS”, o conjunto de medidas tem como objetivo reduzir o número de requerimentos analisados fora do prazo de 45 dias para menos de 400 mil em 90 dias. Atualmente, o INSS tem cerca 1,06 milhão de pedidos nesta situação.

Vídeos em alta no g1
As medidas do INSS
Entre as medidas previstas estão a intensificação de mutirões a partir de maio, a nomeação de novos servidores e ajustes em processos internos para dar mais agilidade à análise dos benefícios.
Segundo o INSS, já estão em andamento as seguintes medidas:
- ajustes no fluxo de requerimentos para evitar retrabalho (prazo de até 30 dias);
- priorização da Avaliação Social do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- reprocessamento de pedidos do BPC com uso de biometria;
- automação da concessão de salário-maternidade;
- implementação de sistemas automatizados de BI com verificação de endereço;
- revisão do controle de prazos do BPC.
A fila de espera do INSS é um dos principais gargalos da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meados de abril, ele trocou o comando do órgão porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo, e serão usadas na campanha eleitoral.
Dados mais recentes mostram que, em março, a fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões de solicitações. Apesar da redução, o volume é o mesmo registrado no mesmo mês de 2025.
Em abril, a fila teve outra queda, para 2,5 milhões de pedidos. O INSS afirma que o acúmulo tem como causas estruturais o alto índice de reincidência de requerimentos e a capacidade operacional insuficiente no órgão.
Aplicativo “Meu INSS” — Foto: Reprodução/TV Globo
Troca de comando
Entre 2020 e 2024, atuou como professora de Direito Previdenciário. Ocupou a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) de abril de 2023 até fevereiro de 2026, quando foi nomeada secretária-executiva adjunta do Ministério.
Sua trajetória inclui, ainda, a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) por quase três anos. Lula decidiu fazer a troca porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo, e serão usadas na campanha eleitoral.
Demissão de Waller
O antecessor de Ana, Gilberto Waller Júnior foi nomeado presidente do instituto em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social.
Ele passou a ocupar a função uma semana após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
🔎 As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Na ocasião, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado e demitido em abril. Em novembro, foi preso. Outros cinco servidores da cúpula do órgão também foram afastados por decisão judicial, e posteriormente, detidos pela polícia.
A demissão e a nova gestão do órgão foi anunciada em nota pelo Ministério da Previdência Social no dia 13 de abril.
“A partir desta segunda-feira (13), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ser liderado por Ana Cristina Viana Silveira. Servidora de carreira, ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto. Ana Cristina substitui Gilberto Waller, que esteve à frente da instituição nos últimos 11 meses”, diz o texto.
A nota acrescenta ainda que “a escolha de uma servidora com visão sistêmica — que compreende o fluxo previdenciário desde o atendimento nas agências até a fase recursal — marca um novo momento para o Instituto, focado na redução do tempo de espera e qualidade do atendimento aos segurados.”