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Edamame, de origem asiática, começa a ganhar versão 100% brasileira | G1

por Gilberto Cruz
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A cultivar brasileira está sendo testada em propriedades de pequeno porte, prometendo ser uma alternativa rentável e nutritiva para a agricultura familiar (veja reportagem completa no vídeo acima).

🌱 Diferente da soja commodity, utilizada para a produção de óleo e ração animal, o edamame brasileiro passou por um melhoramento genético para apresentar características mais palatáveis ao consumo humano, como grãos maiores e sabor mais suave.

Experimento

Embora a planta tenha origem asiática, a versão nacional foi adaptada para a realidade climática do Brasil.

A Fazenda Santa Teresa, localizada no Vale do Café, em Paty do Alferes (RJ), foi o lugar escolhido pela Embrapa para fazer o experimento. A fazenda, que também tem serviço de hospedagem, é gerenciada pelas irmãs Valéria Brito e Cristiana Brito.

O cultivo do edamame no local é todo orgânico e tem conseguido uma produtividade acima da média: enquanto o comum é que cada pé produza entre 80 e 90 vagens, a propriedade registra entre 120 e 130 vagens por planta.

Segundo os responsáveis pelo cultivo, o resultado é consequência de um processo rigoroso de nutrição e irrigação.

Na região, a época ideal para plantar edamame vai de outubro a dezembro, e o período da semeadura à colheita dura cerca de três meses. Durante toda a safra, a Embrapa faz quatro visitas à propriedade.

Um dos pontos mais delicados do processo é o momento de colher as vagens. A retirada precisa acontecer quando os grãos ocupam aproximadamente 90% do espaço interno da vagem, conhecido como lóculo.

A janela ideal para a colheita é curta, de apenas três dias. Depois desse período, a soja amadurece, se transforma em semente convencional e perde as características próprias do edamame.

A colheita é feita manualmente. Após a retirada das vagens, o restante da planta, como folhas e talos, é triturado e devolvido ao solo. Esse material funciona como adubação verde devido ao seu alto teor nutricional.

A maior parte da produção é consumida internamente pelos próprios hóspedes da Fazenda Santa Teresa. As vagens são servidas de diversas formas, como em saladas com alface e cenoura ou preparadas em um estilo mais oriental com óleo de gergelim torrado.

Viabilidade econômica e consumo

Atualmente, cerca de 130 pequenos agricultores em oito estados participam da parceria com a Embrapa. O mercado, embora ainda seja um nicho, é promissor.

No Rio de Janeiro, o quilo do edamame pode ser vendido por até R$ 50, enquanto o custo de plantio para uma área de 50 m² gira em torno de R$ 100.

Além do retorno financeiro, o edamame se destaca pelo valor nutricional, sendo rico em proteínas. Na cozinha, a versatilidade é grande: pode ser consumido como aperitivo (cozido em água e sal), em saladas ou transformado em pastas.

O edamame fresco dura até 5 dias na geladeira, mas se for pré-cozido e congelado, pode ser consumido por até um ano.

Imagem ilustrativa de Edamame. — Foto: Embrapa/Divulgação

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