Início » ChatGPT anuncia versão para adolescentes | G1

ChatGPT anuncia versão para adolescentes | G1

por Gilberto Cruz
chatgpt-anuncia-versao-para-adolescentes-|-g1

Segundo a empresa, adolescentes que declararem ter entre 13 e 17 anos ou que forem identificados pelo sistema como menores de 18 anos serão direcionados automaticamente para a experiência voltada ao público adolescente.

A proposta é permitir que jovens usem inteligência artificial para aprender e criar, mas com limites mais rígidos para conteúdos considerados inadequados para a idade.

[bbc] Logo da empresa OpenAI, responsável pelo ChatGPT — Foto: Getty Images

ChatGPT ganha recursos voltados para os estudos

Uma das principais mudanças está na forma como a ferramenta deve ajudar os adolescentes com tarefas escolares. Em vez de simplesmente entregar uma resposta pronta, o sistema pode orientar o estudante por meio de perguntas e etapas para que ele chegue à solução.

A experiência inclui o Modo Estudo, que utiliza perguntas orientadoras e explicações passo a passo. Também foram anunciados lembretes para tarefas de casa, que podem identificar quando o estudante parece estar tentando apenas obter uma resposta e direcioná-lo para uma resolução colaborativa.

A OpenAI também incluiu quizzes e recursos de visualização para ajudar os estudantes a praticar o conteúdo e testar o que aprenderam.

➡️Outra novidade são as Horas de Estudo, que permitem definir períodos em que o Modo Estudo será ativado por padrão.

A empresa afirma que o desenho do Modo Estudo foi desenvolvido com participação de professores, cientistas e especialistas em pedagogia e utiliza técnicas como perguntas orientadoras, testes de conhecimento e estímulos para que o estudante explique seu próprio raciocínio.

Proteções contra conteúdos sensíveis

A versão para adolescentes também terá salvaguardas ativadas por padrão. A OpenAI diz que elas foram desenvolvidas para reduzir a exposição de menores a conteúdos potencialmente prejudiciais ou inadequados para seu estágio de desenvolvimento.

Entre os temas que terão proteções específicas estão automutilação, violência, transtornos alimentares, atividades perigosas e conteúdo sexual ou gráfico explícito.

A empresa também pretende ampliar os mecanismos de controle disponíveis para os pais. Contas de adolescentes vinculadas a contas dos responsáveis poderão ter Horas de Silêncio e determinadas configurações administradas pelos pais, além de notificações de segurança em situações consideradas de alto risco.

IA não deve substituir relações humanas, diz empresa

Outro foco da nova experiência é reduzir o risco de dependência emocional da inteligência artificial.

A OpenAI afirma que o ChatGPT para adolescentes terá lembretes para que os usuários façam pausas durante o uso prolongado e elementos que deixem claro que a interação ocorre com uma inteligência artificial.

Para menores de 18 anos, o modelo também não deve utilizar linguagem romântica, incentivar dependência emocional ou sugerir que possui sentimentos ou consciência. A intenção, segundo a empresa, é reforçar a importância das relações no mundo real.

A plataforma também passará a alertar adolescentes antes do envio de imagens privadas ou sensíveis e poderá apresentar lembretes mais frequentes para que eles interrompam o uso após períodos prolongados.

OpenAI quer ensinar adolescentes a usar IA

Além de modificar o próprio ChatGPT, a OpenAI anunciou uma parceria com a CodeAI para ampliar o acesso de estudantes e educadores a ferramentas e recursos de educação sobre inteligência artificial.

A proposta é ensinar adolescentes não apenas a utilizar sistemas de IA, mas também a entender como eles funcionam, questionar suas respostas e reconhecer seus erros.

A empresa também apresentou exemplos de adolescentes que já utilizam o ChatGPT para desenvolver projetos. Entre eles estão estudantes da Virgínia que criaram um sistema que utiliza sinais de Wi-Fi para ajudar na localização de pessoas presas sob escombros e uma jovem do Texas que utilizou a ferramenta para desenvolver uma plataforma de jogos educativos em áudio voltada a estudantes cegos.

Proteções ainda estão em desenvolvimento

A OpenAI afirma que continuará realizando pesquisas sobre o uso de inteligência artificial por adolescentes e testando suas salvaguardas em situações consideradas de maior risco.

A empresa diz que pretende publicar mais avaliações sobre o comportamento dos modelos diante de situações envolvendo menores de 18 anos, incluindo casos relacionados a automutilação, transtornos alimentares, violência, conteúdos com restrição de idade e material sexual.

A companhia afirma que o objetivo é permitir que adolescentes usem inteligência artificial para aprender, criar e explorar novas ideias, mas com mecanismos de proteção compatíveis com a idade e que incentivem hábitos saudáveis e relações fora da plataforma.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63