
Romeu Zema participa do Fórum Caminhos da Liberdade, nesta quinta-feira (13), em São Paulo.
LEANDRO CHEMALLE/ESTADÃO CONTEÚDO
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (18) que pretende proibir o funcionamento das bets no Brasil caso seja eleito.
“Meu primeiro ato como presidente será acabar com as bets”, afirmou o ex-governador de Minas Gerais durante um evento em São Paulo com mulheres que tiveram familiares afetados por jogos de apostas.
Zema classificou o avanço das apostas no país como um problema grave e comparou os efeitos da dependência em jogos aos provocados pela dependência química.
“Temos hoje no Brasil um problema seríssimo e me parece que as autoridades fecharam os olhos”, disse. Segundo ele, trata-se de “um problema tão grave quanto dependência química, talvez até pior em alguns aspectos”.
Além de defender a proibição das bets, Zema apresentou propostas para a economia, a segurança pública e a relação do Brasil com os Estados Unidos.
Na área econômica, voltou a defender reformas administrativa e previdenciária como forma de buscar o equilíbrio das contas públicas. O candidato também afirmou que pretende cortar gastos do governo para criar condições para que os juros caiam para 6% ao ano.
Segundo Zema, a melhora do ambiente de negócios também seria uma forma de aumentar a renda das famílias e reduzir o nível de endividamento da população.
“O brasileiro nunca esteve tão endividado por causa dos juros altos”, afirmou.
O candidato disse ainda que pretende reduzir o número de ministérios para cerca de 22 ou 23, com o argumento de enxugar a estrutura do Estado e melhorar a prestação dos serviços públicos.
Na segurança pública, Zema afirmou que pretende mudar a legislação, retomar territórios dominados pelo crime organizado e equiparar facções criminosas a organizações terroristas.
Sobre a política externa, defendeu ampliar o diálogo com os Estados Unidos, que classificou como um importante parceiro comercial do Brasil. Ressalvou, porém, que não pretende ceder em questões relacionadas ao Pix e à exploração de terras raras.
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, faz campanha em SP
Privatizações e programas sociais
Na segunda-feira (17), também em São Paulo, Zema participou de um encontro com investidores e concentrou sua fala nas propostas econômicas. Na ocasião, citou quatro pilares de seu programa: privatizações, reforma administrativa, reforma da Previdência e revisão de programas sociais.
“Tudo que eu puder privatizar, irei privatizar, no sentido das empresas”, afirmou Zema em conversa com jornalistas após o evento.
Ele disse ainda que seu vice, Mateus Simões, que está à frente do governo de Minas Gerais e é candidato, pretende privatizar a Cemig.
Ao falar sobre programas sociais, Zema afirmou que há fraudes na concessão de benefícios e defendeu a retirada do auxílio de quem rejeitar oportunidades de trabalho.
“Quem recusar três ofertas de emprego vai perder o benefício”, afirmou. O candidato disse ainda que o país está criando uma geração de “imprestáveis que se recusam a trabalhar”.
Na área de segurança pública, já havia afirmado na segunda-feira que uma de suas primeiras medidas, caso eleito, seria enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e estabelecer penas de 25 anos sem benefícios.
“Com isso você pode colocar toda a força do Estado para combater esse grande mal que está tomando conta do Brasil”, afirmou.
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