Trump afirmou que sua decisão sobre as medidas contra a Rússia “é simples” porque seu governo está tentando negociar a paz. Segundo ele, assinar a legislação que prevê as sanções neste momento poderia prejudicar as conversas.
“Minha decisão sobre a Rússia é muito simples. Estou em processo de negociação da paz na guerra entre Rússia e Ucrânia e não quero fazer nada que, de maneira insensata, afaste a Rússia da mesa de negociações. Grandes avanços estão sendo feitos, e isso inclui as atuais negociações sobre reféns!”

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O presidente também disse que poderá assinar o documento mais adiante, sem estabelecer uma data para uma eventual mudança de posição.
Trump publicou nas redes sociais uma justificativa para sua decisão sobre as sanções à Rússia. — Foto: Reprodução/Truth Social
Trump critica Zelensky e ataques a refinarias russas
Na publicação deste domingo, Trump criticou os ataques ucranianos a refinarias de diesel na Rússia e afirmou que eles prejudicam o mercado internacional do combustível, com impactos sobre empresas e produtores americanos.
O presidente, porém, não apresentou dados que permitam dimensionar os efeitos mencionados.
“Zelensky está usando refinarias de diesel na Rússia como alvo, sabendo que esses ataques estão prejudicando seriamente os mercados mundiais de diesel, inclusive nos EUA. Agricultores, pecuaristas e empresas de todos os tipos estão sofrendo muito com isso, mas a Rússia, apesar disso, está enviando milhões de barris de diesel ao mundo a preços baixos.”
Trump também acusou Zelensky de não querer encerrar a guerra e afirmou que o presidente ucraniano poderia ter conseguido um acordo melhor anos atrás. Na mesma publicação, mencionou o apoio financeiro dado à Ucrânia por países europeus e pelo governo do ex-presidente americano Joe Biden.
Suspensão de sanções e acordo sobre diesel
A suspensão das sanções contra a Rússia ocorre em meio à preocupação do governo americano com os efeitos dos conflitos internacionais sobre o fornecimento de energia.
No sábado, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a guerra na Ucrânia e os confrontos no Oriente Médio afetam o abastecimento global e defendeu um acordo para ampliar a oferta de diesel russo nos mercados internacionais.
Segundo Trump, a Rússia forneceria inicialmente mais de 300 mil toneladas métricas do combustível aos EUA, com novas remessas previstas a partir de novembro.
O secretário de Energia americano, Chris Wright, afirmou neste domingo que o acordo busca incentivar o fim da guerra, e não oferecer apoio econômico à Rússia. Segundo ele, o aumento das exportações russas de diesel dependeria de uma redução do conflito com a Ucrânia.
