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Roubo de cargas: 20% das indústrias foram vítimas, diz CNI | G1

por Gilberto Cruz
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🚛 Desses, 68% das ocorrências aconteceram em rodovias pelo país, enquanto 48% foram em áreas urbanas e 21% nos armazéns e terminais de carga. Entre as empresas atingidas, 42% registraram prejuízos de até R$ 50 mil.

Além disso, 16% das indústrias afirmaram ter sido vítimas de furtos, roubos ou atos de vandalismo em instalações ou fábricas no mesmo período.

Entre os principais alvos estavam:

  • fios, cabos e metais (60%);
  • seguidos por ferramentas (31%); e
  • máquinas e equipamentos de produção (23%).

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💰 Nesses casos, 70% das empresas relataram prejuízos de até R$ 50 mil no último ano. A pesquisa, encomendada pela CNI, ouviu 500 indústrias de pequeno porte e 503 de médio e grande porte em todo o país, entre 12 de março e 7 de abril de 2026.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (9), durante audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, que discutiu segurança pública e estratégias integradas de combate às ilegalidades.

💻 Outro tema abordado no levantamento foi a segurança digital. Segundo os relatos, nos últimos cinco anos, 17% das empresas já foram alvo de incidentes envolvendo dados sensíveis, como vazamentos de informações ou sequestro de dados.

Entre as indústrias que sofreram esse tipo de ataque, 30% tiveram perdas financeiras diretas no último ano, 23% precisaram interromper as operações e 17% registraram vazamento de dados de clientes e funcionários.

68% das ocorrências aconteceram em rodovias pelo país, enquanto 48% foram em áreas urbanas — Foto: Reprodução/RBS TV

Custos são repassados

Segundo os empresários, os custos da insegurança também chegam ao consumidor. Para 62% das indústrias, o custo da segurança com transporte causa algum nível de aumento nos custos finais dos produtos.

💵 Em 45% das empresas, os investimentos gerais em segurança também encarecem significativa ou moderadamente as mercadorias.

“A segurança patrimonial do Brasil é um sobrecusto da produção brasileira, que altera a competitividade do Brasil”, afirmou o deputado federal Julio Lopes, presidente da frente parlamentar.

O assessor da presidência da CNI, Cássio Borges, diz que os dados “são muito preocupantes porque a segurança da informação é crucial para o negócio”.

“Esse tipo de crime traz prejuízos diferentes, como perdas financeiras, perturbações operacionais, danos à reputação, responsabilidades legais, danos físicos ou até riscos à segurança nacional”, disse.

Mercado ilegal

A pesquisa da CNI também identificou que 53% dos empresários da indústria avaliam que a insegurança contribui significativamente para o fortalecimento do mercado ilegal e para o aumento da circulação de mercadorias roubadas.

Entre as empresas entrevistadas, 54% acreditam que o aumento do policiamento em áreas industriais deve ser prioridade. Outros 43% defendem o aperfeiçoamento da legislação sobre o tema.

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