O governo britânico decidiu não intervir na operação após receber garantias legalmente vinculantes da empresa. Apesar do aval, a fusão ainda precisa superar etapas pendentes nos Estados Unidos antes de ser concluída.
A aprovação representa mais um avanço para uma das maiores operações da história recente da indústria do entretenimento.
O negócio, anunciado em fevereiro, está avaliado em cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 562 bilhões).
Os procuradores-gerais argumentam que a união entre as empresas reduzirá a concorrência na produção e distribuição de filmes e programas de TV, poderá elevar preços e enfraquecer a disputa por empregos no setor.
Além da ação movida pelos estados, o sindicato dos roteiristas dos Estados Unidos, o Writers Guild of America, também contesta a operação.
A entidade afirma que a fusão reduzirá a concorrência por trabalhos de escrita em Hollywood.
A Paramount, por sua vez, nega que o acordo prejudique a concorrência. A empresa afirma que a união com a Warner Bros. Discovery permitirá ampliar a produção de conteúdo e fortalecer a indústria do entretenimento em um momento de forte competição com plataformas de streaming.
Caso a conclusão do negócio seja adiada por um período prolongado, a Paramount poderá desembolsar até US$ 1,7 bilhão em pagamentos previstos no acordo firmado com os acionistas da Warner Bros. Discovery.
Entenda a fusão
Se aprovada definitivamente, a operação criará um dos maiores grupos globais de mídia e entretenimento. A nova empresa reunirá marcas como HBO, Max, CNN, Warner Bros. Pictures, DC Studios, Discovery, CBS, Paramount Pictures, Nickelodeon, MTV e Comedy Central.
O objetivo da Paramount é ganhar escala para competir com gigantes do streaming, como Netflix e Disney, em um mercado cada vez mais concentrado e disputado.
Veja os números da junção entre Warner e Paramount — Foto: Arte/g1
