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‘Prévia’ do PIB do Banco Central registra crescimento de 0,2% no 2º trimestre, com forte desaceleração | G1

por Gilberto Cruz
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O resultado pelo BC foi calculado após ajuste sazonal — uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes. A comparação foi feita com o primeiro trimestre de 2026.

  • O dado divulgado pelo Banco Central mostra forte desaceleração da economia. Isso porque, no primeiro trimestre de 2026, o IBC-BR teve uma expansão bem maior: de 1,3%.
  • O crescimento do IBC-Br no 2º trimestre deste ano foi o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2025 — quando foi registrada uma retração de 0,5%.

EVOLUÇÃO DO IBC-BR (EM %)

CONTRA O TRIMESTRE ANTERIOR, COM AJUSTE SAZONAL

Fonte: BANCO CENTRAL

Por setores, foi registrada expansão em agropecuária e indústria no segundo trimestre, e retração em serviços.

  • Agropecuária: + 0,3%
  • Indústria: + 0,5%
  • Serviços: – 0,1%

Agora no g1

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O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já o IBC-Br tem um cálculo diferente, com um conjunto mais restrito de informações (veja mais abaixo nessa reportagem).

O resultado oficial do PIB no segundo semestre deste ano, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 1º de setembro.

  • 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo.
  • 🔎Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem estar social.

Ano eleitoral

Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços.

A equipe econômica zerou, por exemplo, a tributação do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, além de ter liberado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e linhas de crédito mais baratas para a população.

A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias.

▶️Na ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo.

Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

  • O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado. A projeção dos analistas é de uma expansão de cerca de 2% em 2026, contra um crescimento de 2,3% no ano passado.

No cálculo do PIB, construção civil é um dos segmentos levados em consideração. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Mês de junho

De acordo com o Banco Central, em junho deste ano, na comparação com o mês anterior, o IBC-Br registrou uma queda de 0,6%.

  • Com isso, houve piora na comparação com fevereiro, quando o indicador apresentou estabilidade. Essa também foi a primeira queda em três meses.
  • Na comparação com junho de 2025, a chamada prévia do PIB do BC teve alta de 2% (sem ajuste sazonal).

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,5% na comparação com os três primeiros meses de 2025.

E, em 12 meses até junho, a expansão também foi de 1,5%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

PIB X IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados a “prévia do PIB”. Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que poderia contribuir para conter a queda dos juros.

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