Semaclique
EMS
Uma nova caneta de semaglutida produzida no Brasil começa a ser comercializada nesta sexta-feira (6). O medicamento, chamado Semaclique, será vendido pela Brace Pharma, empresa do Grupo EMS, por R$ 464,81 a unidade. Na compra de três canetas, o preço cai para R$ 333 cada, totalizando R$ 999.
O medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto deste ano para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Embora a semaglutida também seja utilizada em medicamentos para perda de peso, o Semaclique não tem indicação aprovada para o tratamento da obesidade.
A substância é a mesma presente no Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e no Wegovy, utilizado no tratamento da obesidade. Apesar disso, medicamentos com o mesmo princípio ativo não possuem necessariamente as mesmas indicações autorizadas pela Anvisa.
O lançamento ocorre em meio à chegada de novas canetas de GLP-1 ao mercado brasileiro, após o fim da patente da semaglutida, em março de 2026, que abriu caminho para a entrada de outros fabricantes.
Agora no g1
Em 2026, a Anvisa já autorizou diferentes versões de semaglutida, incluindo o Ozivy, também desenvolvido pelo Grupo EMS. Mais recentemente, em 29 de outubro, a agência aprovou cinco novas canetas para diabetes e obesidade.
A aprovação sanitária, no entanto, não significa que todos esses medicamentos já estejam disponíveis nas farmácias. A comercialização depende de outras etapas, como a definição de preços e a distribuição dos produtos.
Como funciona a nova caneta?
O Semaclique contém semaglutida sintética, substância que pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.
Esses medicamentos imitam a ação de um hormônio produzido pelo intestino, que participa do controle da glicose no sangue e da regulação do apetite. Entre seus efeitos estão o estímulo à liberação de insulina quando a glicemia está elevada, a redução do esvaziamento gástrico e o aumento da sensação de saciedade.
A aplicação é semanal, por via subcutânea.
Segundo a fabricante, o dispositivo utiliza um sistema de seleção de doses por cliques, que permite realizar ajustes graduais conforme a prescrição médica, sem a necessidade de adquirir uma apresentação diferente a cada alteração de dose.
Isso não significa, porém, que o paciente possa modificar a quantidade aplicada por iniciativa própria. A definição da dose e os ajustes ao longo do tratamento devem seguir a orientação médica e as instruções da bula.
Assim como outras canetas de semaglutida, o medicamento pode provocar efeitos adversos, principalmente gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Também existem riscos menos frequentes, mas potencialmente graves, como pancreatite.
A venda exige receita médica em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia. O produto deve ser mantido sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, inclusive após o início do uso.
Outras canetas já foram aprovadas no Brasil
O lançamento ocorre em meio à ampliação do número de medicamentos à base de semaglutida e de outras substâncias da classe dos agonistas de GLP-1 disponíveis ou autorizados no país.
Esse movimento ganhou força após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, que abriu caminho para a entrada de novos fabricantes no mercado.
Em maio, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, primeira versão sintética da semaglutida autorizada no Brasil. O medicamento foi registrado para o tratamento do diabetes tipo 2.
Em julho, outras cinco canetas à base de semaglutida receberam autorização: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todas com indicação para diabetes tipo 2.
Já em agosto, a agência aprovou o primeiro genérico de semaglutida do país, também desenvolvido pela EMS, além do Semaclique, registrado como medicamento similar pela Germed, outra empresa do grupo.
Mais recentemente, em 29 de outubro, a Anvisa autorizou cinco novas canetas para diabetes e obesidade, elevando para 20 o número de registros dessa classe concedidos em 2026.
Entre as últimas aprovações estão Aribet, Embeltah e Sevema, indicadas para diabetes, além de Lyrza e Wylovol, autorizadas para o tratamento da obesidade.
A concessão do registro sanitário, entretanto, não significa que todos esses medicamentos já estejam disponíveis nas farmácias. A comercialização depende de etapas posteriores, incluindo a definição dos preços e a distribuição pelas fabricantes.
A chegada de novas marcas pode ampliar a concorrência no mercado brasileiro, mas não garante, por si só, a redução dos custos do tratamento.
No caso do Semaclique, os preços anunciados pela fabricante ainda não permitem concluir que o custo total do tratamento será menor do que o de outras opções. Essa comparação depende da dose prescrita, da quantidade de medicamento utilizada e das condições de venda de cada produto.
Nova caneta de semaglutida produzida no Brasil chega às farmácias nesta sexta; veja preço e quem pode usar
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