Uma história que parece filme: um médico alemão disse que matava pessoas por compaixão. Mas a Justiça não comprou essa história.
Ele acaba de ser condenado à prisão perpétua pela morte de 15 pacientes. Johannes M., de 41 anos, trabalhava com cuidados paliativos em Berlim. Ele atendia pessoas gravemente doentes em casa.
Só que a Justiça alemã diz que, nessas visitas, ele aplicava medicamentos sem que os pacientes soubessem ou autorizassem.
O tribunal concluiu que 12 mulheres e três homens morreram assim entre 2021 e 2024. As vítimas tinham entre 25 e 94 anos.
Para esconder os crimes, o médico ainda teria provocado incêndios em algumas residências das vítimas.
No julgamento, Johannes M. confessou ter matado pelo menos 12 dos pacientes. Mas disse que a intenção dele era poupar os doentes do sofrimento.
A Justiça rejeitou essa versão. E verificou que, apesar da gravidade das doenças, os pacientes ainda poderiam viver meses ou até anos.
A juíza do caso disse que Johannes M. não agia por compaixão. Mas, sim, por poder e controle sobre a vida e a morte.
Ele foi, então, condenado à prisão perpétua – a pena mais alta existente na Alemanha. E também está proibido de exercer a medicina e ainda pode enfrentar outros julgamentos.
Isso porque as autoridades acreditam que ele seja um assassino em série, enquanto investigam outros 76 casos que podem estar ligados ao médico.
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