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Itaú anuncia ex-diretor do Banco Central como novo economista-chefe | G1

por Gilberto Cruz
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Ele substituirá Mário Mesquita, que deixa o cargo após quase dez anos à frente das áreas de macroeconomia e pesquisa.

Guillen assume a função após cumprir período de quarentena. Formado pela PUC-Rio e com doutorado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, o economista tem passagem recente pelo setor público, onde atuou como diretor de Política Econômica do Banco Central entre 2022 e 2025.

Antes disso, integrou a área econômica da Asset do próprio Itaú entre 2015 e 2021.

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De acordo com o banco, a transição prevê que Mesquita permaneça como consultor, contribuindo com as funções macroeconômicas durante o período de adaptação.

Sócio do banco e economista-chefe desde julho de 2016, ele foi responsável por fortalecer a reputação da instituição em análises econômicas, liderando a consolidação do time de macroeconomia e a reestruturação da área de pesquisa.

“Ao longo de sua trajetória no banco, Mário desempenhou papel central no fortalecimento da reputação do Itaú em análises econômicas, liderando a consolidação do time de Macro e a reestruturação do Research, sendo reconhecido pela profundidade, equilíbrio e credibilidade junto a clientes e investidores, no Brasil e nos mercados internacionais”, afirmou o Itaú, em nota.

Trajetória

A nomeação de Diogo Guillen para o Itaú Unibanco marca um retorno ao banco onde construiu parte relevante de sua trajetória no setor privado.

  • Itaú Asset Management (2015–2021): Antes de ir para o setor público, Guillen escalou posições na gestora do banco, atuando como economista-chefe e, posteriormente, como head de ciência de dados. Nessa fase, liderou as áreas de pesquisa econômica para o Brasil e exterior.
  • Gávea Investimentos (2013–2015): Atuou como Economista sênior em uma das gestoras mais tradicionais do país.
  • Seus primeiros passos no mercado financeiro foram dados na Ventor Investimentos e na Galanto Consultoria, onde já demonstrava o potencial que o levaria a postos de comando.

Na Universidade de Princeton, recebeu a bolsa por mérito William G. Bowen e foi laureado com o prêmio Harry G. A. Seggerman ‘49, concedido por excelência em economia internacional.

Durante esse período, também participou do Lindau Meeting of Nobel Laureates. Antes disso, graduou-se e concluiu o mestrado na PUC-Rio, onde figurou entre os melhores alunos do curso, com prêmios acadêmicos e bolsas de destaque.

Sua formação inclui ainda experiências internacionais como pesquisador visitante no Federal Reserve de Minneapolis e no National Bank of Belgium.

Além da atuação no mercado e no setor público, Guillen se dedicou à publicação acadêmica com artigos publicados em periódicos como a Revista Brasileira de Economia e a Economics Letters.

Na área acadêmica, Guillen também teve passagem pela docência, com atuação como professor no Insper até 2021 e na PUC-Rio até 2018, período em que lecionou disciplinas ligadas à macroeconomia e economia monetária e participou da formação de alunos de pós-graduação.

Transição monetária

A atuação de Diogo Guillen como diretor de Política Econômica do Banco Central do Brasil, entre 2022 e 2025, foi marcada por um perfil técnico e discreto, com foco na formulação de cenários e no suporte às decisões de política monetária.

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Diogo Guillen integrou a diretoria de política econômica do Banco Central do Brasil até dezembro de 2025, quando se encerrou seu mandato.

À frente de uma das áreas mais estratégicas da autoridade monetária, foi responsável por coordenar análises de inflação, atividade econômica e expectativas de mercado — insumos que orientam as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic.

Sua gestão coincidiu com um período de transição na política monetária, marcado pela passagem do ciclo de alta de juros no pós-pandemia para o debate sobre o início dos cortes na taxa básica.

Nesse contexto, a diretoria teve papel relevante na construção do cenário base utilizado pelo BC para calibrar o ritmo e o momento das mudanças nos juros.

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