Início » Governo do RJ pede falência da Refit por dívida de R$ 25,7 bilhões

Governo do RJ pede falência da Refit por dívida de R$ 25,7 bilhões

por Gilberto Cruz
governo-do-rj-pede-falencia-da-refit-por-divida-de-r$-25,7-bilhoes


Investigação aponta que Grupo Refit sonega de maneira recorrente e intencional e tem R$ 26 bilhões em impostos atrasados
Jornal Nacional/ Reprodução
O governo do Rio de Janeiro pediu à Justiça que converta em falência a recuperação judicial do Grupo Manguinhos, controlador da Refinaria de Manguinhos (Refit). Segundo o governo estadual, a empresa perdeu as condições de continuar operando, deixou de cumprir um acordo para pagamento de dívidas tributárias e não reúne mais os requisitos para permanecer em recuperação judicial.
O pedido, apresentado nesta quarta-feira pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), afirma que o grupo acumula uma dívida tributária superior a R$ 25,7 bilhões e é apontado como o maior devedor de impostos do país.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
O pedido sustenta que relatórios financeiros mostram um agravamento da situação econômica da empresa. Depois de registrar faturamento superior a R$ 1 bilhão por mês em 2025, o grupo teria sofrido uma queda contínua nas receitas, chegando a faturamento praticamente zero no início de 2026.
Segundo a PGE, a empresa continuou acumulando prejuízos, manteve elevados custos operacionais e não apresentou perspectiva de geração de caixa suficiente para sustentar as atividades ou quitar suas obrigações.
Agora no g1
Para o Estado, esses indicadores demonstram que a recuperação judicial deixou de cumprir sua finalidade, que é viabilizar a recuperação de empresas com condições econômicas de permanecer em atividade.
A PGE também afirma que o Grupo Manguinhos descumpriu o parcelamento especial firmado para quitar débitos tributários. De acordo com o órgão, as parcelas deixaram de ser pagas por mais de 90 dias, hipótese que, segundo a legislação, autoriza o cancelamento do acordo e a decretação da falência.
Leia também: Interdição da Refit traz aumento de arrecadação no Rio de Janeiro
Outro ponto destacado é que, mesmo após aderir ao parcelamento, o grupo teria acumulado mais de R$ 1,8 bilhão em novos débitos com o Estado. Segundo a Procuradoria, esse valor supera em mais do que o dobro o total pago pela empresa durante a vigência do acordo, o que demonstraria que o benefício não foi suficiente para regularizar sua situação fiscal.
Na avaliação da PGE, manter a recuperação judicial nessas condições apenas prolonga uma situação de insolvência, prejudica a arrecadação pública, compromete a concorrência no setor e aumenta os riscos para credores e para o mercado.
O órgão argumenta ainda que a legislação atual permite que, em caso de falência, os ativos sejam vendidos de forma organizada, preservando a atividade econômica, os empregos e possibilitando que a operação seja assumida por empresas com capacidade de manter o negócio de forma regular.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63