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Acusado de matar instrutor de autoescola em Montes Claros é condenado a 17 anos de prisão

por Gilberto Cruz
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Local onde o crime ocorreu
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O homem acusado de assassinar um instrutor de autoescola em Montes Claros foi condenado a 17 anos e seis meses de reclusão por homicídio qualificado. A sentença de Evandro Gomes dos Santos foi determinada durante júri realizado nessa terça-feira (4).
No dia 18 de setembro de 2024, por volta das 6h30, Ramon Dierik Alves da Silva foi morto a tiros no bairro Renascença, quando seguia para o local de trabalho.
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Por meio de nota, o advogado Claudio Antunes de Sá manifestou “integral inconformismo com a decisão do Conselho de Sentença” e informou que irá recorrer da decisão. De acordo com o defensor, “o veredicto dos jurados confronta diretamente as provas do processo”, já que “os elementos contidos nos autos comprovam que o réu não praticou o fato delituoso.”
Evandro Gomes dos Santos foi preso no dia 25 de janeiro de 2025, após a expedição de um mandado de prisão.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também informou que irá recorrer da sentença para aumentar a pena fixada.
“A sentença não considerou os maus antecedentes do réu, que tem duas condenações anteriores por roubo, e também não fixou o valor mínimo de reparação dos danos causados às vítimas indiretas, ou seja, aos familiares da vítima, pedido formulado pelo Ministério Público desde a denúncia”, explicou o promotor de Justiça Daniel Lessa Costa.
Ramon Dierik Alves da Silva foi morto a tiros no bairro Renascença
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Premeditação
Em janeiro de 2025, as polícias Civil e Militar disseram que o homicídio foi premeditado, como detalhou a delegada Francielle Drumond à época.
“A Polícia Civil e a Polícia Militar compareceram até a residência do autor para coletar mais elementos informativos e foi comprovado ali que o autor teria premeditado e planejado todo o crime. O circuito interno das câmeras de segurança da residência do autor foi desligado por volta de 5h50 [pouco tempo antes do homicídio]. Foi comprovado também que ele já conhecia todo o itinerário da vítima e que a motivação estaria relacionada a um possível relacionamento extraconjugal da esposa do autor com a vítima.”
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Francielle Drumond disse ainda que a esposa do autor já tinha sido aluna do instrutor de autoescola, mas o suposto relacionamento entre eles não foi comprovado.
Durante os levantamentos, as equipes conseguiram reunir filmagens do momento exato do crime e do trajeto feito por Evandro.
“Como álibi para tentar escapar da investigação, ele pega um veículo e leva as crianças para a escola”, destacou a delegada.
Prisão
Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o investigado já havia ameaçado o instrutor anteriormente. Com o andamento das investigações, foi solicitada ao Poder Judiciário a prisão dele.
“Desde a emissão do mandado de prisão, a Inteligência da Polícia Militar se manteve atuando de forma ininterrupta no sentido de localizar esse indivíduo. Assim como toda a cena foi premeditada, também houve a premeditação da fuga dele. Tivemos informações de que ele estaria em zona rural, de que teria saído da cidade, até que chegou a informação de que ele estaria no bairro Alterosa”, falou o tenente-coronel Wellington Mourão, comandante do 50º Batalhão da Polícia Militar.
Ainda de acordo com o tenente-coronel, como a polícia tinha informações de que o investigado possuía acesso a uma arma, pois a esposa dele tinha uma pistola registrada em seu nome, uma equipe especializada foi chamada para fazer a abordagem, que terminou com a prisão dele. Ele não teve possibilidade de reagir e se manteve calado.
“No dia dos fatos, a Polícia Civil compareceu ao local e sabia que a esposa do autor tinha uma arma registrada em seu nome, uma pistola 9 mm. A arma não estava no local, o que fez a Polícia Civil imaginar que poderia ser a arma usada no crime. No entanto, após os laudos periciais de balística, comprovou-se que o homicídio foi praticado com um revólver calibre 38”, completou a delegada.
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