
Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Marco Rubio e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Redes Sociais
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e com secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nesta quarta-feira (27).
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Flávio chegou aos EUA na segunda-feira (25). A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. O senador, porém, afirma que viajou a Washington após receber um convite para ir à Casa Branca.
Ainda não há informações sobre como foi o encontro com Rubio e Vance. Uma imagem da reunião com o secretário de Estado foi compartilhada por Paulo Figueredo, aliado da família Bolsonaro.
Mais cedo, Flávio visitou o Departamento de Estado, onde foi recebido pelo vice-secretário Christopher Landau e pelo conselheiro do governo Trump para assuntos do Brasil, Darren Beattie.
Segundo a comitiva do senador, durante a reunião foram discutidas possibilidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, além da designação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Reunião com Trump
O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026
Reprodução
Na terça-feira (26), Flávio se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca. O senador disse que pediu ao norte-americano para que o governo dos Estados Unidos classifique o PCC e o CV como organizações terroristas.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou.
Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.
Atualmente, o governo Lula defende que os EUA não classifiquem PCC e CV como grupos terroristas. A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida abriria margem para ações como uma intervenção militar no Brasil.
Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.
O senador afirmou que prometeu a Trump incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e a interferências estrangeiras.
O parlamentar disse ainda que discutiu com Trump temas como tarifas e terras raras.
Busca por agenda positiva
Com o encontro, Flávio Bolsonaro tentou desviar o foco da agenda negativa que atingiu a campanha nas últimas semanas, segundo o blog do Valdo Cruz.
A divulgação da proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou as intenções de voto de Flávio, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha.
Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%. Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%. Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais.
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