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Após novo tarifaço e inclusão de facções como terroristas, Mauro Vieira deve se encontrar com representante dos EUA

por Gilberto Cruz
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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu nesta quarta-feira (3) com Jamieson Greer, do Escritório de Comércio dos EUA (USTR).
ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, a informação é de que Vieira se encontraria com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. Mas o ministro brasileiro se reuniu com Greer em Paris, na França. A informação foi corrigida às 16h35 desta quarta-feira (3).
O encontro deverá acontecer às margens das reuniões ministeriais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ocorrem nos dias 3 e 4 de junho na capital francesa, informaram ao blog fontes da diplomacia brasileira.
A reunião bilateral já estava sendo costurada para tratar da recente decisão do governo de Donald Trump de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A divulgação do relatório do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que sugeriu uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, fez com que o possível “novo tarifaço” entrasse na pauta do encontro.
O governo brasileiro busca caminhos para tentar reverter a recomendação da barreira comercial.
Reunião de emergência

Nesta terça-feira (2), após o anúncio americano, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, comandou uma reunião de emergência com ministros para traçar uma estratégia de reação e contenção de danos ao relatório do USTR.
O ministro Márcio Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontou que os setores de máquinas, equipamentos e plásticos seriam os mais severamente castigados pelo imposto de 25%.
Apesar do forte impacto na economia, integrantes do governo brasileiro ouvidos pelo blog avaliam que ainda há espaço político para negociar e frear a medida protecionista. O foco total da diplomacia será persistir no diálogo através dos canais técnicos com os pares americanos.
Contato entre Lula e Trump

Uma aposta também passa por um possível novo diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Isso porque há, nos bastidores da diplomacia, um entendimento de que as decisões estratégicas do Departamento de Estado e do USTR também passam pelo crivo de um grupo com forte base ideológica republicana — os mesmos interlocutores que receberam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Washington na semana passada.

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