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Flávio Bolsonaro precisa recuperar espaço na direita não-bolsonarista e entre independentes, avaliam aliados após Quaest

por Gilberto Cruz
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A nova pesquisa Quaest desta quarta-feira (15) traz um recado para o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, segundo seus aliados: ele precisa recuperar espaço perdido na direita que não é apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro e entre independentes.
Esses últimos se deslocaram para o grupo de indecisos depois da revelação da proximidade entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master.
Entre os “bolsonaristas raízes”, Flávio Bolsonaro mantém forte apoio. Esse grupo não se abala com as revelações das conversas entre o senador e Vorcaro.
Nem mesmo a crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro faz esses eleitores pensarem em deixar o barco do indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (leia mais abaixo).
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Os interlocutores de Flávio Bolsonaro enxergam os alertas nos eleitores de direita não-bolsonarista e entre independentes. Nesses grupos, a avaliação sobre o senador começa a pesar depois dos últimos acontecimentos.
Os dados da pesquisa mostram, por exemplo, que no cenário de segundo turno Flávio Bolsonaro perdeu apoio na direita não-bolsonarista desde a eclosão da crise Vorcaro e as relações com o senador.
Flávio Bolsonaro (PL) durante live nesta segunda-feira (13)
Reprodução
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De abril para julho, o apoio foi caindo de 90%, 88%, 82% e, agora, 74%. Ainda é elevado o apoio, mas está em queda.
Entre independentes, Flávio Bolsonaro viu Lula se recuperar, saindo de 26% em abril para 40% agora em julho. Enquanto o senador foi de 33% para 27%. O dado positivo é que, entre bolsonaristas, o apoio de Flávio continua elevado, de 91%.
A equipe de Flávio Bolsonaro analisa, ainda, que a pesquisa mostra que o senador é o único candidato capaz de enfrentar Lula. E isso a Quaest continua a mostrar, indicando que o pré-candidato deve ser o adversário do presidente da República num segundo turno.
Segundo os interlocutores do filho do ex-presidente, há espaço para trabalhar pela volta deste eleitorado. Motivo: ele não foi para outro candidato, mas para o campo dos indecisos.
No cenário de primeiro turno, o percentual de indecisos subiu de 3% em abril para 11% em julho.

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