Início » Filho acusado de matar empresário em emboscada é condenado a 12 anos de prisão

Filho acusado de matar empresário em emboscada é condenado a 12 anos de prisão

por Gilberto Cruz
filho-acusado-de-matar-empresario-em-emboscada-e-condenado-a-12-anos-de-prisao


Filho acusado de matar empresário em emboscada é julgado em Montes Claros
Foi condenado a 12 anos de prisão Bruno Gonçalves de Souza, acusado de matar o próprio pai, o empresário Walas Rodrigues de Souza, em Montes Claros.
O réu foi preso logo após o homicídio, ocorrido em 31 de março de 2025. A vítima tinha 49 anos quando foi assassinada a tiros. (Relembre o caso abaixo).
📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp
O julgamento começou no início da manhã desta quinta-feira (23), no Fórum Gonçalves Chaves. A sentença foi lida por volta das 21h30 e Bruno Gonçalves de Souza foi condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio qualificado pelo emprego de emboscada e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
Walas Rodrigues de Souza tinha 49 anos quando foi morto
Redes sociais
Indiciamento
Ao divulgar o indiciamento do homem por homicídio qualificado, a delegada Francielle Drumond, da Polícia Civil, afirmou que o filho armou uma emboscada para o pai. Antes do crime, eles estavam em um bar na avenida Deputado Esteves Rodrigues. Depois de atirar, o homem fugiu e foi encontrado em um hotel.
“Em um determinado momento, o filho foi embora e se posicionou na rua lateral desse estabelecimento comercial, se escondeu atrás de um veículo, em uma situação de emboscada, de tocaia, aguardou o pai sair e se dirigir ao veículo para ir embora e surpreendeu o pai com vários disparos de arma de fogo.”
Com base em análises de imagens, depoimentos e laudos, a chefe da Delegacia de Homicídios destacou que a Polícia Civil acredita que o crime tenha sido premeditado. A vítima costumava frequentar o bar sempre no mesmo dia e horário.
“Há uma forte possibilidade de o crime ter sido premeditado pelo autor. Ele teria chegado ao estabelecimento comercial armado, por volta das 17h30, ou seja, o local ainda não estava aberto. Ele aguardou o bar abrir e ficou ali. Por volta das 18h, o pai chegou junto com a sua companheira. Em determinado momento, esse pai teria ido embora e o filho teria ficado em situação de tocaia, aguardando o pai passar para efetuar os disparos.”
Apesar de ter confessado o homicídio no dia em que foi preso, o homem permaneceu em silêncio ao prestar depoimento à Polícia Civil.
Materiais apreendidos pela polícia
Polícia Militar
Motivação
Sobre a motivação do crime, testemunhas disseram que pai e filho se desentenderam por conta do fechamento de uma empresa, em abril de 2024, da qual eles eram sócios.
“Testemunhas disseram que ele acusava o pai dos prejuízos financeiros e de sua atual situação de escassez financeira”, completou a delegada.
Sobre a informação de que o revólver usado no crime teria sido dado pelo pai, Francielle Drumond afirmou que apenas uma testemunha confirmou isso.
Se for condenado por homicídio qualificado por emboscada, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, o homem poderá pegar até 30 anos de prisão.
Sobre o crime
Segundo a Polícia Militar, no dia dos fatos, a corporação foi chamada para uma ocorrência de disparos de arma de fogo perto de um bar na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, no Centro.
Quando os militares chegaram, encontraram o empresário baleado e caído. O Samu esteve no local e confirmou o óbito. Preliminarmente, a perícia da Polícia Civil apontou que o corpo dele tinha seis perfurações nos braços e no tórax.
“A informação das testemunhas e da companheira da vítima dá conta de que o autor chegou ao bar e cumprimentou ela, porém, o pai estava manuseando o aparelho celular e não visualizou o filho. Posteriormente, esse autor retorna ao bar e, no momento em que a vítima estava indo na direção do seu veículo, em um estacionamento próximo, efetuou os disparos pelas costas da vítima e, de imediato, evadiu-se do local a pé”, afirmou o tenente Wellington Guimarães na ocasião.
Enquanto faziam os levantamentos sobre o homicídio, os policiais foram informados de que o autor estaria em um hotel na saída para Belo Horizonte. Ele foi encontrado deitado em um dos quartos do estabelecimento.
“De pronto, as guarnições deslocaram até o hotel e lograram êxito na prisão do autor juntamente com a arma de fogo usada no crime. Uma outra arma foi localizada na casa da vítima, entregue por sua companheira.”
Ao ser preso, o homem falou que tinha arremessado o revólver usado por ele nas imediações do Bairro São José. Os militares encontraram a arma na calçada, no meio do mato, enrolada em uma blusa semelhante à que ele usava no momento dos disparos. Ele afirmou que ganhou o revólver do próprio pai.
“Ele confessou o crime dizendo que estava passando por dificuldades financeiras e que o culpado seria seu pai devido ao desentendimento na sociedade da empresa aberta por pai e filho. Provavelmente, ele tinha a intenção de ir embora da cidade após a empreitada criminosa, mas a PM, de pronto e imediato, agiu de forma rápida.”
LEIA TAMBÉM:
Desentendimentos financeiros podem ter motivado filho a matar empresário em Montes Claros
Filho é indiciado por matar empresário em Montes Claros: ‘Armou emboscada para o pai’, diz Polícia Civil
Filho suspeito de matar o pai a tiros enquanto saía de bar é preso em Montes Claros
Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG
Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63