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Superexposição de menores na mídia afeta a saúde mental

por Gilberto Cruz

Superexposição de crianças na mídia e redes sociais acende alerta para impactos na saúde mental

→ No aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado neste dia 13 de julho, a psicóloga clínica Soraya Oliveira alertou, em entrevista em Goiânia, que a superexposição precoce de menores na mídia tradicional e nas redes sociais prejudica o desenvolvimento emocional e gera reflexos negativos na vida adulta. A especialista aponta que o fenômeno, intensificado pelo ambiente digital, transforma a rotina de crianças em conteúdo de engajamento antes que elas tenham maturidade para compreender o alcance da própria imagem.

                                                                                                           Psicologa Soraya
– A discussão sobre o tema ganhou repercussão recente com os relatos de artistas que iniciaram a carreira na infância. A atriz norte-americana Jennette McCurdy, ex-estrela do canal Nickelodeon, expos em seu livro de memórias o controle severo sobre sua vida pessoal e os transtornos alimentares resultantes da pressão pública. No Brasil, o caso da atriz Larissa Manoela também reacendeu o debate sobre os limites da gestão familiar e a autonomia financeira de influenciadores mirins e artistas jovens.

De acordo com a psicóloga, os riscos não se restringem aos menores famosos. A exposição constante de crianças anônimas por pais e responsáveis em perfis digitais — com a publicação de fotos, vídeos de rotina escolar ou momentos de vulnerabilidade — também compromete a privacidade e a segurança dos indivíduos.

“A exposição precoce pode gerar ansiedade, insegurança, necessidade constante de aprovação, medo de críticas e perda da privacidade”, explicou Soraya Oliveira. A profissional ressaltou que a busca constante por validação digital por meio de curtidas fragiliza a autoestima e dificulta a construção da identidade.

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025 indicam que 92% da população brasileira entre 9 e 17 anos utiliza a internet, o que corresponde a cerca de 24 milhões de menores. O levantamento revela ainda que 28% dos entrevistados acessaram a rede pela primeira vez até os 6 anos de idade.

Para identificar se o bem-estar emocional está comprometido, a especialista orienta que os responsáveis fiquem atentos a sinais de isolamento, mudanças bruscas de humor, ansiedade e preocupação exagerada com a aparência ou métricas digitais. Oliveira pontuou que o papel dos adultos deve focar no respeito aos limites e no acolhimento familiar, preservando momentos de privacidade fora das redes sociais.
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Fonte:Comunicação Sem Fronteiras
Disponível em: https://tvbetim.com.br

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