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EUA acusam Baidu, Alibaba, BYD e outras de colaborar com Exército chinês | G1

por Gilberto Cruz
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Entre elas, estão o buscador Baidu, as fabricantes de robôs Unitree e Robosense Technology, a gigante do comércio eletrônico Alibaba e as fabricantes de chips CXMT e YMTC.

O documento passou a apresentar ainda a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells.

Por conta de uma lei recente, a partir do final de junho, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente de empresas presentes no documento. E, a partir de 2027, o órgão não poderá comprar seus produtos e serviços por meio de terceiros.

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No documento, o Departamento de Guerra afirmou que as empresas “se qualificam para a designação de ’empresas militares chinesas'” e operam nos EUA. Elas poderão pedir a remoção da lista, segundo o órgão.

Embora o documento não imponha sanções formais às companhias chinesas, elas poderão sofrer danos concretos com a decisão. A inclusão na lista também dá uma mensagem prejudicial sobre essas companhias para fornecedores do governo americano.

A Embaixada da China nos Estados Unidos disse que o governo chinês se opõe à “criação de listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas” e que elas cumprem leis e regulações locais.

“Os EUA devem cessar essa prática errônea e criar um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para as empresas chinesas”, afirmou a embaixada em nota, segundo a Reuters.

À Reuters, a BYD disse acreditar que sua inclusão na lista de empresas ligadas às forças armadas da China “carece de fundamento factual”.

O Alibaba afirmou à Reuters que não há fundamento para sua inclusão na lista. Em nota, a empresa disse que “não é uma companhia militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre setores civil e militar” e que adotará as medidas legais disponíveis para contestar a classificação.

A WuXi AppTec também contestou a decisão e disse que sua inclusão na lista é equivocada. A empresa afirmou que tomará medidas imediatas para reverter a designação.

Já a Baidu rejeitou “categoricamente” sua inclusão. Em declaração à Reuters, a companhia disse que a alegação de que seria uma empresa militar é “totalmente infundada” e disse que utilizará todos os recursos disponíveis para ser retirada da relação.

Até a última atualização desta reportagem, as outras empresas não tinham respondido aos pedidos de posicionamento feitos pela Reuters.

A decisão atualiza uma lista do início de 2025 e é anunciada menos de um mês após o presidente americano Donald Trump se encontrar com seu correspondente chinês Xi Jinping em Pequim.

Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

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