O prazo para a tomada de decisão do governo americano termina em 15 de julho.

Itamaraty mapeia mais de 40 empresas americanas contra tarifaço
Reuniões e audiências públicas
As equipes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) têm mantido conversas técnicas com representantes do governo de Dolnald Trump.
🔎 O USTR é o órgão é responsável por formular a política comercial dos Estados Unidos. Também conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.
Resultados práticos e cooperação econômica
As entidades dizem que esperam que as tratativas já em andamento levem a “resultados práticos e relevantes que reforcem a previsibilidade”, sugerem, entretanto, uma “abordagem incremental, estruturada em duas etapas”.
“Ao avançar, em um primeiro momento, as questões comerciais mais imediatas e, em seguida, ampliar a agenda para abarcar oportunidades estratégicas de longo prazo, ambos os governos poderão fortalecer a confiança, aumentar a competitividade e estabelecer bases mais sólidas para uma cooperação econômica duradoura”, diz a declaração conjunta.
As organizações defendem que, no curto prazo, os governos dos dois países deveriam concentrar esforços para:
• ampliar o acesso a mercados para produtos voltados à segurança energética, ao desenvolvimento de data centers e à infraestrutura de inteligência artificial;
• aprofundar a cooperação regulatória para facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos;
• acelerar o exame de patentes e reduzir o estoque de pedidos de patente no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, bem como fortalecer o combate à pirataria;
• avançar em uma cooperação sobre minerais críticos sobre mapeamento geológico conjunto.
Em um segundo momento, CNI, Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce sugerem incluir outras áreas de interesse dos países, tais como economia digital, descarbonização industrial e transportes.
“O avanço desses temas por meio da negociação, em vez da imposição de tarifas, tende a produzir resultados mais duradouros e evitar efeitos indesejados para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países”, acrescenta a nota.
Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
