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É #FAKE que eleições de 2026 terão novo modelo de urna eletrônica

por Gilberto Cruz
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TSE não adotará nova urna para 2026
g1
Circulam nas redes sociais publicações afirmando que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotará um novo modelo de urna eletrônica nas eleições de 2026. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são os posts?
Publicações que viralizaram no X, no Facebook e no Threads no final de julho exibem a seguinte legenda: “O TSE anuncia novas urnas, auditoria do código-fonte e presença internacional no processo eleitoral. Transparência e confiança são temas que seguem no centro do debate público”.
O post também mostra uma ilustração com uma imagem representando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com um texto semelhante ao da legenda: “TSE anuncia novas urnas, auditoria do código-fonte e presença internacional para as eleições de 2026”.
O Fato ou Fake mostrou o material à assessoria de imprensa do TSE, que enviou a seguinte resposta, por e-mail: “O conteúdo é falso. Os modelos que estarão em uso já foram empregados em eleições anteriores. A logística de distribuição de cada modelo de urna é definida pelos 27 tribunais regionais eleitorais (TREs), conforme as necessidades e características de cada zona eleitoral”.
⚠️ Por que #É FAKE?
O TSE informou que colocará 563.910 urnas eletrônicas para atender 158,7 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano: “Quatro versões do equipamento estarão em uso na votação: UE2022 (217.145 unidades), UE2020 (222.323 unidades), UE2015 (95.065 unidades) e UE2013 (29.377 unidades). Assim como ocorreu nas Eleições Municipais de 2024, a maior parte dos equipamentos (77%) em uso é de modelos mais novos (UE2022 e UE2020)”.
A Corte eleitoral explica que os equipamentos (tanto os mais antigos quanto os mais recentes) têm as mesmas características técnicas internas:
“O design [das urnas] pode até ser diferente, mas os recursos são os mesmos em todas as versões do aparelho. Vale lembrar que a urna eletrônica só funciona com os programas e sistemas desenvolvidos pelo TSE. Após passarem pelo Teste Público de Segurança da Urna (TPS), os softwares são assinados digitalmente e lacrados em cerimônia pública realizada na sede do TSE, em Brasília (DF)”.
Há um edital aberto para receber sugestões de empresas e fabricantes para desenvolver a UE2028, novo modelo de urna eletrônica que será adquirido e utilizado a partir das eleições municipais de 2028.
Na resposta por e-mail, o tribunal diz que a nova versão substituirá as duas mais antigas ainda em uso: “As urnas previstas para 2028 (modelo ​UE2028) substituirão os modelos UE2013 e UE2015, que terão completado seu ciclo de utilização. Trata-se de um processo periódico de renovação dos equipamentos, sem relação com qualquer risco específico”.
Em 1º de agosto, o TSE publicou em seu site oficial uma nota intitulada “Veja os modelos de urna que serão utilizadas nas Eleições Gerais 2026”. O texto explica deixa claro a auditoria do equipamento não é novidade:
“Os códigos-fonte das urnas e dos sistemas eleitorais, que dão origem a esses programas e sistemas, estão abertos para inspeção desde 2 de outubro de 2025 e permanecerão disponíveis até 4 de setembro deste ano, quando termina a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais para as Eleições 2026”.
A disponibilização do código para inspeção pública das urnas é uma determinação expressa na Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/1997).
Em comunicado publicado em seu site oficial em 14 de abril de 2026 com o título “Eleições 2026: códigos-fonte dos sistemas eleitorais continuam abertos para inspeções”, o TSE cita que, entre as instituições legitimadas a participar da fiscalização das urnas, estão partidos políticos; federações e coligações; a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); a Polícia Federal (PF); o Ministério Público; a Defensoria Pública; o Congresso Nacional; a Controladoria-Geral da União (CGU); o Tribunal de Contas da União (TCU); e a Sociedade Brasileira de Computação.
A presença de observadores internacionais também não é inédita: a prática foi institucionalizada com a criação das Missões de Observação Eleitoral (MOEs) nas eleições de 2018. Em 2022, mais de 100 observadores estrangeiros acompanharam o pleito, um número recorde.
Para este ano, o TSE já credenciou representantes de diferentes regiões do mundo, que incluem autoridades da Organização dos Estados Americanos (OEA); a União Europeia (UE); a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore); e a Rede dos Organismos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).
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