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Dólar recua a R$ 5,17, com foco na inflação de Brasil e EUA; Ibovespa avança | G1

por Gilberto Cruz
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▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente.

  • No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho. Já nos EUA, o índice PCE, indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou 4,1% no mês de maio (veja mais abaixo).

▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios levou a commodity para o menor valor desde o início do conflito. Nesta quinta-feira, porém, a commodity voltou a subir após um navio de carga ser atingido por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã.

  • Com isso, o barril do petróleo Brent, referência internacional, teve alta de 2,06%, a US$ 75,26. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subiu 2,25%, para US$ 71,92.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,71%;
  • Acumulado do mês: +3,16%;
  • Acumulado do ano: -5,23%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,29%;
  • Acumulado do mês: –1,89%;
  • Acumulado do ano: +5,82%.

Inflação no Brasil e nos EUA

  • O indicador continua acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central de inflação é de 3%, com limite máximo de 4,5%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os preços de Alimentação e bebidas subiram 0,74% no mês e tiveram o maior impacto na inflação, enquanto o grupo de Habitação avançou 0,72%. Juntos, esses dois grupos explicam cerca de dois terços da alta da inflação no período.

Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, destaca que a alta dos alimentos foi puxada principalmente por carnes, pães e outros panificados, leite e derivados e, sobretudo, frutas, legumes e verduras.

“Parte disso é sazonal, mas a alimentação no domicílio tem vindo acima da sazonalidade para o período, ou seja, mais forte do que normalmente se observa nesta época do ano”, disse.

De acordo com o economista, o movimento ainda reflete fatores ligados à oferta e à demanda, além de problemas climáticos pontuais que afetam especialmente a produção de frutas, legumes e verduras.

No caso das carnes, ele afirma que o aumento das exportações para a China também tem contribuído para pressionar os preços no curto prazo.

Veja mais na reportagem abaixo:

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, avançou 4,1% em maio, em linha com as expectativas do mercado. Foi a primeira vez em três anos que o indicador superou a marca de 4%.

Ao desconsiderar os preços de alimentos e energia, que costumam apresentar maior volatilidade, a inflação ficou em 3,4% no acumulado de 12 meses, acima dos 3,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o núcleo do indicador avançou 0,3%, repetindo o resultado do mês anterior.

“Nós acreditamos que a inflação continua elevada neste momento, embora possa desacelerar gradualmente ao longo do tempo”, afirma Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments.

O aumento da inflação ocorre em meio à alta dos preços da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio e reforça a atenção do banco central americano sobre a evolução dos preços. A meta de inflação do Fed é de 2%.

Na semana passada, a autoridade monetária manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas sinalizou que novas altas poderão ser necessárias caso as pressões inflacionárias persistam.

Por outro lado, a queda recente dos preços do petróleo e dados que apontam para uma economia ainda resiliente alimentam a expectativa de que a inflação possa perder força nos próximos meses sem a necessidade de aumentos mais intensos nos juros.

Dados revisados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior, de 1,6%.

Diante disso, Morganti acrescenta que ainda existe o risco de que o Federal Reserve aumente os juros mais adiante neste ano.

Mercados globais

Os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores repercutindo novos indicadores econômicos e a continuidade da queda dos preços do petróleo.

No final das negociações, o Dow Jones avançou 0,14%. Já o S&P 500 caiu 0,01%, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%.

Na Europa, os mercados fecharam em alta nesta quinta-feira. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,79%.

Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, liderou os ganhos, com alta de 1,03%, seguido pelo FTSE 100, de Londres, que avançou 0,65%, e pelo CAC 40, de Paris, que registrou valorização de 0,55%.

Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

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