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Dólar opera em alta, com avanço do petróleo no radar; Ibovespa oscila | G1

por Gilberto Cruz
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▶️ Investidores acompanham a nova alta do petróleo, em meio às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. No final de semana, o Irã divulgou uma extensa lista de exigências aos Estados Unidos para permitir a volta do tráfego de navios pelo canal, levantando preocupações sobre sua força de barganha no conflito. Um acordo entre Irã e Omã também fica no radar.

  • Com isso, os preços do petróleo sobem nesta segunda-feira. Perto das 11h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,78%, cotado a US$ 85,87. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 2,89% no mesmo horário, a US$ 80,44 o barril.

▶️ Na agenda econômica, novos dados de inflação do Brasil e dos EUA ficam no centro das atenções. Após os dados de emprego americano virem abaixo do esperado na sexta-feira, o indicador de preços deve dar novos sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na condução dos juros. Por aqui, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetáira (Copom) do Banco Central também fica no radar.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,27%;
  • Acumulado do mês: +0,27%;
  • Acumulado do ano: -7,38%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,08%;
  • Acumulado do mês: -3,08%;
  • Acumulado do ano: +7,07%.

Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo

As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, seguem na mira dos investidores.

No final de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do canal, alertando que os EUA precisarão cumprir com as demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano “The New York Times” (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.

Entre as exigências estão:

  • a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
  • a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
  • o pagamento de indenizações de guerra;
  • a liberação de ativos iranianos congelados;
  • o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
  • o encerramento das ameaças contra o país.

“Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve”, disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. “Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.”

Além disso, autoridades americanas também já haviam afirmado anteriormente que o Irã só teria acesso aos ativos congelados caso se comprometesse em abrir mão do urânio enriquecido.

Entre as demais demandas do governo americano estão o abandono do programa de armas nucleares iraniano e a garantia de segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

As desavenças entre os dois países voltam a levantar preocupações com a reabertura do canal e, consequentemente, com os impactos na oferta global de petróleo e nos preços de energia.

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices operavam em alta nesta segunda-feira, ainda atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Perto das 11h50, o Dow Jones subia 0,03%, enquanto o S&P 500 avançava 0,14% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,07%.

Já na Europa, as principais bolsas da região operavam mistas, conforme investidores também seguiam incertos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, tinha ganhos de 0,17%, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,03% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdia 0,43%.

Na Ásia, a maioria das bolsas de valores da região fechou em alta nesta segunda-feira, conforme investidores avaliavam novos dados de produção industrial da China e a notícia de que o BC chinês se comprometeu, em seu plano quinquenal, a manter a taxa de câmbio do iuan basicamente estável, além de ampliar o uso da moeda no comércio e nos investimentos internacionais.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,16%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,05% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 2,08%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,65%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar vive disparada nos últimos dias — Foto: Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

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