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▶️ A decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC) é o principal destaque do dia. Com divulgação prevista após o fechamento dos mercados, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.
▶️ Os sinais de que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã pode sair em breve também ficam no radar. Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que um tratado para a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região, pode ser anunciado nos próximos dias. O Irã, no entanto, segue contradizendo o republicano.
- Em meio às incertezas, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,45% perto das 8h30, cotado a US$ 80,51. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,62% no mesmo horário, a US$ 76,24 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +1,22%;
- Acumulado do mês: +1,22%;
- Acumulado do ano: -6,51%.
📈Ibovespa
- Acumulado do mês: 0%;
- Acumulado do ano: +10,47%.
Decisões de juros ficam no radar
A expectativa é que o Copom promova o quarto corte consecutivo da Selic, de 14,25% ao ano para 14% ao ano na reunião desta quarta-feira. Caso confirmado, esse será o menor patamar da taxa básica desde março de 2025.
A projeção de corte nos juros vigora apesar da retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).
Para o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles, mesmo com o novo corte, as expectativas de inflação mais elevadas por parte do mercado, o mercado de trabalho aquecido e a resiliência da economia pedem que o BC ainda aja com cautela nas suas decisões de política monetária.
“A ausência de resolução do conflito no Oriente Médio e o ambiente externo muito incerto reforçam a necessidade de prudência na condução dos juros”, disse.
Acordo entre EUA e Irã pode estar próximo
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz poderia ser fechado já na quarta (5) ou quinta-feira (6), enquanto o Irã e Omã se aproximavam de um tratado para reabrir a importante via navegável e potencialmente ajudar a pôr fim à guerra.
Trump foi questionado por repórteres que viajavam com ele na Califórnia sobre uma reportagem do site de notícias Axios, que afirmava que um anúncio sobre o Estreito de Ormuz poderia ser feito na quarta-feira.
“Pode acontecer. Amanhã ou depois de amanhã”, disse ele, falando na noite de terça-feira, horário da Califórnia, que já era manhã de quarta-feira no Oriente Médio. “Muitos progressos foram feitos.”
O possível acordo resultante das negociações entre o Irã e Omã prevê que os navios entrem no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e saiam por uma rota controlada por Omã, disseram dois funcionários regionais à Associated Press. Seriam cobradas taxas de serviço para garantir a segurança e preservar o meio ambiente marítimo, afirmaram os funcionários.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na terça-feira que as negociações entre Teerã e Omã estavam focadas em “estabelecer rotas marítimas seguras de entrada e saída”, rotas que “respeitem os direitos soberanos e, ao mesmo tempo, abordem as considerações de segurança nacional tanto do Irã quanto de Omã”.
“Os resultados finais dessas negociações serão anunciados assim que forem concluídas”, acrescentou ele, segundo a agência de notícias estatal iraniana IRNA.
Bolsas globais
O alívio das tensões no Oriente Médio se refletia positivamente nos mercados europeus nesta quarta-feira, que operavam majoritariamente em alta.
Perto das 8h45, o índice alemão DAX subia 0,09%, enquanto o francês CAC-40 tinha alta de 0,06%. O FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,23%.
Na Ásia, as ações chinesas alcançaram a maior cotação da semana, à medida que os fortes ganhos nos papéis de fabricantes de chips superaram a queda vista em empresas de módulos ópticos.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,5%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,2% e o Nikkei, do Japão, avançou 3,66%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,76%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
