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BRB: acionistas e DF terão até o fim de maio para comprar novas ações e manter nível de participação | G1

por Gilberto Cruz
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Entre os dias 29 de abril (próxima quarta) e 28 de maio, essas ações estarão disponíveis apenas para quem já estiver investindo no BRB até a próxima terça (28). As ações que não forem compradas pelos atuais investidores ficam, então, disponíveis para o restante do mercado.

A regra vale, inclusive, para o próprio governo do Distrito Federal – que é acionista controlador do banco e detém, atualmente, 53,71% do total de ações.

➡️ Na prática, isso significa que o DF precisaria comprar 53,71% dos novos papéis emitidos para manter seu “nível de sociedade” no banco, sem reduzir esse percentual.

➡️A emissão de ações será de no mínimo R$ 536 milhões, e no máximo R$ 8,8 bilhões – os números foram aprovados em assembleia e inscritos em documento pelo BRB.

➡️Com isso, para manter o nível de participação atual no BRB, o DF terá que encontrar uma forma de comprar, até o fim de maio, algo entre R$ 287,8 milhões e R$ 4,72 bilhões.

Prédios do BRB em Brasília — Foto: Jornal Nacional

“Isso [aumento do capital] é muito importante e já demonstra que o banco tem um cronograma para integralização do capital no prazo de 29 de maio. Grande passo”, disse o presidente do BRB, Nelson Souza, nesta quarta (22).

🔎 O aumento de capital abre espaço para uma “injeção” de recursos no BRB. A medida permite, por exemplo, expandir operações, seja com ações, fundos ou empréstimos.

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Os ativos envolvidos na transação têm origem em operações recebidas pelo BRB do Banco Master.

Segundo o banco, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos.

Operações com o Banco Master

O Banco Master acabou sendo liquidado pelo Banco Central após investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

As operações malsucedidas com o Banco Master fragilizaram o capital mínimo prudencial do BRB, ou seja, a reserva de segurança que o banco precisa manter em caixa para cobrir emergências e respeitar as regras de solidez bancária.

A decisão aumentou a pressão sobre a atual gestão do banco público. Com isso, o balanço patrimonial do BRB piorou e colocou em xeque o atendimento do banco às regras em vigor no país.

Mesmo com o BRB afirmando possuir solidez e plano de capital estruturado, o mercado continua desconfiado.

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