Jornal de Minas
04/11/2026

Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking | G1

por Redação
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🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,49%.

A Turquia passou a ocupar a segunda colocação, com juros reais de 7,77%. A Argentina ficou em terceiro, com 6,80%. Os dois países desbancaram a Rússia, que caiu do segundo para o quarto lugar, com 6,57%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

No Brasil, a instituição destacou ainda as dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Ranking de juros reais — Foto: Arte/g1

O levantamento também mostra que, entre 164 países:

  • 85,98% mantiveram os juros inalterados;
  • 9,15% elevaram as taxas;
  • e 4,88% promoveram cortes.

No grupo dos 40 países que compõem o ranking:

  • 85% mantiveram os juros;
  • 10% elevaram as taxas;
  • e 5% realizaram cortes.

Manutenção da Selic

Trajetória da Selic, a taxa básica de juros – novembro de 2026 — Foto: Arte/g1

No exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo aumentam as pressões sobre a inflação, com possível impacto sobre os combustíveis no Brasil.

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira manteve a quarta posição, ficando atrás da Rússia.

  1. Turquia: 36%
  2. Argentina: 29%
  3. Rússia: 14%
  4. Brasil: 13,75%
  5. Colômbia: 12,25%
  6. África do Sul: 7,25%
  7. México: 6,50%
  8. Indonésia: 5,75%
  9. Hungria: 5,50%
  10. Índia: 5,50%
  11. Filipinas: 5,50%
  12. Austrália: 4,85%
  13. Chile: 4,50%
  14. Hong Kong: 4,25%
  15. Estados Unidos: 4%
  16. Polônia: 3,75%
  17. Reino Unido: 3,75%
  18. República Tcheca: 3,75%
  19. Israel: 3,25%
  20. China: 3%
  21. Coréia do Sul: 3%
  22. Malásia: 2,75%
  23. Nova Zelândia: 2,75%
  24. Alemanha: 2,65%
  25. Áustria: 2,65%
  26. Espanha: 2,65%
  27. Grécia: 2,65%
  28. Holanda: 2,65%
  29. Portugal: 2,65%
  30. Bélgica: 2,65%
  31. França: 2,65%
  32. Itália: 2,65%
  33. Canadá: 2,50%
  34. Dinamarca: 2,10%
  35. Taiwan: 2%
  36. Suécia: 1,75%
  37. Cingapura: 1,42%
  38. Japão: 1,25%
  39. Tailândia: 1%
  40. Suíça: 0%

Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB

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