O Ministério da Agricultura da Austrália confirmou o segundo caso de H5 gripe aviária nesta segunda-feira (22). No sábado (20), o continente registrou o primeiro caso de infecção, um dia após o vírus ter sido detectado em uma região remota do sudoeste.
Até este ano, a Austrália era o único continente sem um caso confirmado no território continental, embora o vírus tenha sido detectado no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico localizado a cerca de 4.100 km da Austrália continental.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre o novo caso. O primeiro registro, confirmado no sábado, ocorreu em Esperance, cidade localizada a cerca de 570 quilômetros a sudeste de Perth, capital da Austrália Ocidental. Segundo o governo, a ave infectada pela cepa altamente patogênica do vírus foi encontrada doente na região.
As infecções humanas permanecem raras, mas a influenza aviária altamente patogênica levou ao abate de centenas de milhões de aves nos últimos anos, afetando o abastecimento de alimentos e elevando os preços.

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Na sexta, a ministra da Agricultura, Julie Collins, informou que o vírus ainda não havia sido detectado em granjas ou no sistema agropecuário australiano. No entanto, outra ave encontrada doente na mesma região — um petrel-gigante — também testou positivo.
Para enfrentar a gripe aviária, a Austrália reforçou medidas de biossegurança nas fazendas, ampliou os testes em aves costeiras, vacinou espécies vulneráveis e realizou simulações para preparação de respostas a surtos.
Na sexta-feira, as autoridades haviam informado que um mandrião-marrom migratório encontrado no Parque Nacional Cape Le Grand, na Austrália Ocidental, testou positivo para a doença, enquanto aguardavam a confirmação dos exames.
