A escolha vem depois de aliados de Alcolumbre indicarem a possibilidade de a relatoria ficar com um senador do PL: Eduardo Gomes (TO), atual vice-presidente do Senado. A ideia seria atrair o apoio de parte da bancada do PL para a eleição de fevereiro de 2027, que escolherá a cúpula do Congresso.
No entanto, por um acordo anterior, a relatoria do Orçamento já seria do MDB. O partido também tem a seu favor o fato de que as bancadas do Norte e Nordeste apoiaram Lula (PT) no segundo turno, contrariando a escolha da Executiva Nacional – e Braga faz parte desse grupo de aliados que ficou ao lado do petista.
O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2027.
🔎 Para ser eleito, o candidato à presidência do Senado precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 de 80 votos.

Miriam Leitão: Orçamento de 2027 tem esforço fiscal
A análise do Orçamento de 2027 foi adiada pelo Congresso para depois do fim das eleições. Por lei, o governo precisava enviar a peça orçamentária até 31 de agosto – o que foi feito. Mas como a campanha eleitoral começou logo em seguida, Câmara e Senado adiaram a análise.
Agora, o Congresso deve aprovar tanto a Lei de Diretrizes Orçamentária como a Lei Orçamentária Anual, o Orçamento propriamente dito. A expectativa é de aprovação até 22 de dezembro.
A discussão sobre o direcionamento e o gasto do dinheiro público pelo próximo ano é realizada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Passadas as eleições, o Congresso corre contra o tempo para votar o Orçamento até o fim do ano.
O risco é repetir o Orçamento de 2025, quando a PLOA não foi votada até o fim de 2024 e acabou sendo aprovada apenas em março do ano seguinte.
Se esse cenário se repetir, o Orçamento de 2026 seria votado na nova composição de Congresso em que o Centrão encolheu e o PL fez as maiores bancadas na Câmara e no Senado.
Eduardo Braga (MDB) chega ao debate da Rede Amazônica com os candidatos ao Senado pelo Amazonas. — Foto: Patrick Marques/g1 AM
