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Adesivos para espinha ganham roupagem colorida; saiba se eles funcionam

por Gilberto Cruz
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Adesivo colorido para espinha viralizam e médica explica quando deve ser utilizado
Adesivos para secar espinhas, usados para se camuflarem na pele, ganharam uma nova roupagem. Agora, eles surgem coloridos e em formatos de desenhos, como corações e estrelas, ficando em evidência no rosto. O Bem-Estar mostrou que esses produtos podem ajudar com limitações, favorecendo uma cicatrização um pouco mais rápida. Mas quando a acne deixa de ser um problema pontual, ela precisa de um tratamento mais profundo.
Como os adesivos coloridos agem?
A maioria desses adesivos é feita com hidrocoloide, um polímero que, ao ser aplicado, cria um meio mais úmido e melhora a cicatrização.
Outros adesivos são feitos de substâncias, como melaleuca, ácido salicílico, niacinamida e peróxido de benzoíla.
Também há produtos com presença de microagulhas dissolvíveis, que se propõem a entregar os ativos de forma mais profunda.
A dermatologista Júlia Rocha explicou no Bem-Estar que esses produtos funcionam principalmente para acnes pontuais e ainda são necessários mais estudos consistentes para afirmar que eles funcionam.
A médica explica que os adesivos ajudam a diminuir a manipulação da lesão acneica, garantem proteção à lesão, diminuem o contato com bactérias, absorvem os fluidos e secreções da acne e melhoram o aspecto cicatricial. Dessa forma, eles auxiliam na redução da inflamação e na absorção do líquido presente.
Eles não são capazes, por exemplo, de tratar os cravos e nem lesões mais profundas, como os nódulos e cistos que algumas pessoas apresentam, além de não prevenir a recorrência da acne, segundo a médica.
“Se você quiser usar de forma mais emergencial porque tem uma festa ou evento e não quer estar com aquela acne mais aparente, não tem problema. É bem possível que a cicatrização ocorra mais rapidamente sim, sobretudo se em paralelo, você também estiver fazendo algum tratamento adequado para a acne de forma mais global”, explica Rocha.
Há algum risco associado ao uso?
Adesivos que trazem em sua formulação ativos como ácido salicílico e peróxido de benzoíla podem ser mais secativos, mas possuem maior chance de irritação.
A médica acrescenta que pessoas com pele mais sensível ou com alguma ferida no local em que pretende aplicar o adesivo devem evitar o uso, pois o produto pode intensificar o ressecamento da área em que é aplicado e até mesmo deixar a região tratada mais irritada.
Se a pessoa souber que tem alergia a algum ativo da fórmula, também não deve usar o produto.
Qual o melhor tratamento para acne nos adolescentes?
Rocha explica que, para direcionar o melhor tratamento para acne nos adolescentes, é preciso entender a realidade de cada um.
De maneira geral, há os higienizadores tópicos, que são os géis e sabonetes. Em sua maioria, os médicos indicam que sejam usados os sabonetes e géis de limpeza voltados para peles oleosas e acneicas (normalmente eles trazem em sua formulação ácido salicílico, zinco, peróxido de benzoíla, entre outros).
A médica destaca também que é preciso entender se o recomendado para o paciente será um tratamento tópico ou oral (tratamento sistêmico).
Os tratamentos tópicos podem ser muito úteis, por exemplo, com o uso de adapaleno, ácido azelaico, ácido retinoico, os ácidos salicílico e peróxido de benzoíla, além da dapsona.
Os tratamentos orais dependem do gênero, da idade e de outras condições que precisam ser entendidas antes da indicação. Há como possibilidade terapêutica o uso de espironolactona, que ajuda no bloqueio androgênico hormonal da glândula.
Contraceptivos orais também ajudam no quadro acneico. Além disso, pode ser recomendada a isotretinoína. Em casos mais selecionados, podem ser indicados antibióticos.
“Podemos usar localmente injeções de esteroides que ajudam a reduzir a acne local.
Hoje, também temos possibilidades com tecnologias muito interessantes, como laser e peelings – entendendo, claro, a condição de base de cada pele”, diz Rocha.
Cerca de 70% dos brasileiros entre 16 e 24 anos nunca estiveram em um dermatologista
De acordo com o levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a acne é a condição mais frequente nos consultórios dermatológicos particulares, principalmente entre jovens de 13 a 24 anos. Mas 70% dos brasileiros entre 16 e 24 anos – justamente a faixa etária mais afetada pela acne – nunca falou com um dermatologista.

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