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A PRESENÇA NO OUTRO – Entrelaçamento Quântico

por Gilberto Cruz
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Você já teve a sensação de pensar em alguém e, pouco depois, essa pessoa ligar? Ou de sentir que alguém próximo não está bem, mesmo estando a quilômetros de distância?

→ Pois é. Essas experiências fazem a gente pensar se realmente estamos tão separados uns dos outros quanto imaginamos.

Na física quântica existe um fenômeno chamado entrelaçamento quântico, relacionado ao princípio da não localidade. De maneira simples, duas partículas podem permanecer conectadas de tal forma que aquilo que acontece com uma esteja relacionado ao que acontece com a outra, mesmo quando estão muito distantes.

Isso desafia uma ideia tradicional: a de que só podemos ter influência ou conexão quando existe proximidade física.

E se isso acontece no nível mais profundo da matéria, será que algo semelhante pode acontecer entre organismos, entre a mente e o corpo, ou mesmo entre pessoas que possuem vínculos muito fortes?

A biologia apresenta algo realmente impressionante que pode auxiliar a nossa compreensão.

Durante a gravidez, células do bebê atravessam a placenta e chegam ao organismo da mãe. E células da mãe também passam para o filho. Esse fenômeno é chamado de microquimerismo materno-fetal.

O mais interessante é que essas células podem permanecer no organismo durante anos ou até décadas.

Ou seja: existe uma presença física real de um dentro do outro.

Isso abre uma possibilidade fascinante para compreender por que alguns vínculos parecem ultrapassar a distância. Mães e filhos, irmãos gêmeos e pessoas profundamente ligadas muitas vezes relatam perceber a dor, a angústia ou alguma alteração no outro mesmo estando longe.

E essa investigação vai ainda mais longe com o pesquisador Cleve Backster, ex-especialista em polígrafos da CIA.

Backster realizou experimentos com células humanas, especialmente leucócitos, os glóbulos brancos. Ele observou que essas células apresentavam alterações elétricas em momentos coincidentes com fortes estímulos emocionais vivenciados pelos seus doadores, mesmo quando estavam separados fisicamente.

A partir dessas experiências, Backster propôs a ideia de uma percepção primária e de uma possível comunicação não local entre a vida celular e os estados da mente.

É claro que ainda estamos tentando compreender exatamente como tudo isso funciona. A ciência não é algo pronto e acabado. Ela está constantemente evoluindo, descobrindo, corrigindo e ampliando seus próprios limites.

E talvez seja justamente por isso que devemos olhar para essas questões com curiosidade, e não simplesmente descartá-las porque ainda não conseguimos explicá-las completamente.

No fundo, talvez a grande descoberta seja esta:

mente, corpo e sentimentos podem fazer parte de uma realidade muito mais interligada do que imaginamos.

A distância pode separar corpos.

Mas talvez não seja capaz de romper todas as conexões que existem entre nós.

Porque aquilo que nos une pode ser muito mais profundo do que o espaço que nos separa.
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Por: Mauro Falcão
pesquisador e escritor brasileiro
📧 advfalcao@hotmail.com
📞 WhatsApp: (55) 51 99548-3374

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