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Zema nega ser vice de Flávio Bolsonaro e diz que vai levar candidatura presidencial até o fim

por Gilberto Cruz
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O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo – Romeu Zema – nesta quinta-feira (16) em São Paulo.
Reprodução/Redes Sociais
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, disse nesta quinta-feira (16) em São Paulo que não pretende deixar a cabeça de chapa da disputa presidencial para ser eventualmente vice do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL.
Ao lançar as diretrizes do seu futuro plano de governo, Zema afirmou que vai levar a candidatura até o final.
“Vou manter a pré-candidatura até o final. Porque nós temos propostas que a maioria da classe política tem pavor. Mas nós temos as propostas que o Brasil precisa. Entre os pré-candidatos, sou o único que já consertou as barbaridades do PT, porque assumi um estado arruinado e tenho esse diferencial”, declarou.
A afirmação foi feita durante o evento “O Brasil sem intocáveis”, onde Zema apresentou as diretrizes do seu plano de governo e diz que pretende acabar com “privilégios de ricos” no Brasil.
O ex-governador de Minas disse que chegou a falar com o ex-presidente Jair Bolsonaro no ano passado e defendeu o maior número de candidatos da direita na eleição de outubro, na tentativa de levar o pleito para o segundo turno e impedir a vitória de Lula (PT) no 1° turno.
Ele afirmou, porém, que, num eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, que os candidatos da direita estarão todos juntos se apoioando.
‘O Brasil sem intocáveis’
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo – Romeu Zema – nesta quinta-feira (16) em São Paulo.
Reprodução/Youtube
O Novo reuniu os principais nomes do partido que estão trabalhando no plano de governo para apresentar o que pretendem fazer do país caso vençam a eleição de outubro.
Entre as pessoas mais aplaudidas na apresentação foi Carlos da Costa, coordenador do plano econômico do Zema. Ele disse que o futuro governo Zema “vai privatizar tudo”.
Outras propostas apresentadas pela turma do Zema no evento foram a redução da maioridade penal para 16 anos, criação de uma nova categoria de legislação trabalhista paralela à CLT e integração da agricultura com as políticas de meio ambiente.
Ao ser questionado sobre o aumento de salário de 300% que o próprio Zema deu para o seu salário de governador em Minas Gerais, em 2023, o pré-candidato do Novo afirmou que “ganhar R$ 1, R$ 10 ou R$ 50 não faz diferença” pra ele, porque o dinheiro é doado para instituições de caridade.
“Dois pontos importantíssimos. Desde que fui eleito governador, sempre fiz doação dos meus salários. Nunca coloquei R$ 1 no bolso. Estar ganhando R$ 1, R$10 ou R$50 não faz diferença pra mim. Dou prioritariamente para as Apaes. E segundo: lá em Minas Gerais antes secretário ganhava muito mais que no meu governo. É só pegar o que os secretários do Pimentel ganhavam e os conselhos que eles criavam para esses secretários participar. Era mentira pra inglês ver e eu gosto de transparência”, declarou.
Zema também disse que que continua defendendo anistia os envolvidos na tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023 e que essa anistia, com benefício direto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), será com certeza um dos primeiros atos dele, caso seja eleito presidente da República.

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