Início » Um ano após anúncio do tarifaço por Trump, governo Lula vê EUA ‘inflexíveis’ e apresentando questões ‘inegociáveis’

Um ano após anúncio do tarifaço por Trump, governo Lula vê EUA ‘inflexíveis’ e apresentando questões ‘inegociáveis’

por Gilberto Cruz
um-ano-apos-anuncio-do-tarifaco-por-trump,-governo-lula-ve-eua-‘inflexiveis’-e-apresentando-questoes-‘inegociaveis’


Faz exatamente um ano, nesta quinta-feira (9), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na qual anunciou que o governo americano iria impor uma tarifa adicional aos produtos brasileiros vendidos no mercado do país.
Nesse período, os dois presidentes se reuniram algumas vezes, mas a relação, que em determinado momento se mostrou próxima, atualmente está distante, principalmente após o encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República.
A percepção da diplomacia brasileira é que, ao longo do último ano, foi possível obter avanços junto ao escritório do representante comercial americano (USTR, na sigla em inglês), em razão das negociações diretas e das conversas entre Lula e Trump — após a assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro do ano passado.
Entretanto, desde maio, segundo diplomatas a par das negociações, o USTR passou a se mostrar “inflexível” nas conversas, sem apresentar “argumentos técnicos consistentes” e tentando dar ao Brasil um tom de que os negociadores deveriam deixar o “orgulho” de lado — diplomatas atribuem a mudança à ida do Flávio Bolsonaro a Washington.
Agora no g1
A todo momento, a orientação para a diplomacia foi esgotar os canais de negociação, não abandonar a mesa e não deixar a ideologia contaminar as conversas.
Mesmo assim, com todos os dados — sobre desmatamento e PIX, por exemplo —, o USTR não apresentou contrapropostas a serem debatidas, pedidos concretos ou eventuais caminhos para o entendimento.
O Brasil já apresentou uma proposta de encaminhamento, mas ainda sem decisão.
LEIA MAIS: Um ano após carta de Trump a Lula e anúncio de tarifas: relembre os principais capítulos da disputa comercial entre EUA e Brasil
No MRE, o entendimento de momento é que a decisão já está tomada e, no fim, caberá a Trump — considerado imprevisível.
Além disso, o governo afirma que os representantes do governo americano apresentam questões “inegociáveis”, como o PIX, e criam teses “absurdas”, como as relacionadas ao entendimento do governo Trump de que o Brasil não atua para combater o desmatamento ilegal.
“Assim fica inviável. Nosso esforço é manter na mesa questões econômicas, comerciais, que podem ser objeto de discussão”, afirmou um integrante do governo.
“Espero que tenhamos mais uma reunião, difícil conciliar as agendas, mas é prioridade. Não está adiantando”, complementou.
Integrantes do Itamaraty e do Planalto acreditam que Trump quer que o Brasil tenha um presidente mais “amigável” à Casa Branca. Ou seja, que aceite — diferentemente do que Lula tem feito — negociar minerais críticos, etanol e PIX.
Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA
Jornal Nacional/ Reprodução

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63