
Derrotado e tornado inelegível, o ex-governador Cláudio Castro vai recorrer. Ele pretende estender ao máximo a fase de recursos.
Em uma publicação no X nesta terça-feira (24), Castro afirmou ter recebido a decisão que o tornou inelegível com “inconformismo” e mencionou o que buscará os meios legais para reverter a medida.
“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, escreveu na rede social.
Até então, Castro era o pré-candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL) (entenda mais abaixo).
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Sub judice
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) — órgãos onde ele deve recorrer — precisam dar prioridade ao julgamento desses recursos para evitar o risco de eleição de um político cuja condenação pode ser mantida.
Castro deverá continuar na campanha “sub judice” — expressão usada pelo Judiciário para indicar situações “sob análise da Justiça”, ou seja, quando a candidatura segue provisoriamente válida enquanto recursos ainda não foram julgados de forma definitiva.
Na prática, o candidato pode fazer campanha e receber votos, mas corre o risco de não assumir o cargo caso a condenação seja confirmada.
Claudio Castro (PL)
Fernando Frazão/Agência Brasil
Novo nome para o PL
Após a decisão do TSE, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) defendem o lançamento do nome do delegado Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, como candidato ao Senado pelo PL.
Esses aliados de Flávio avaliam que Curi teria mais viabilidade eleitoral depois da condenação do ex-governador. Curi deixou o cargo na sexta-feira (20), de olho nas eleições.
A princípio, o delegado se candidataria a deputado federal. O delegado chegou até a ser cotado para governador na eleição tampão, que ocorrerá dentro de um mês após a renúncia de Castro.
Felipe Curi se tornou popular após a Operação Contenção, ocorrida em outubro de 2025.
A ação policial foi resultado de uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que levou à expedição de 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho.
A operação ficou conhecida por ter sido a mais letal da história, com 122 mortos, sendo cinco policiais.
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