A companhia vinha enfrentando pressões financeiras, agravadas pelo forte aumento nos preços do combustível, provocado pela guerra entre os EUA e o Irã.
Mais de 4.000 voos domésticos estavam programados até 15 de maio, segundo dados da empresa de análise de aviação Cirium.
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A maioria dos clientes que reservaram com cartões de crédito ou débito já foi reembolsada, enquanto uma pequena parcela ainda está em processamento, informou a empresa.
A viajante Jessica Stanton disse que havia voado na quinta-feira (30) de Myrtle Beach, Carolina do Sul, para Boston, Massachusetts, para sua formatura universitária. Na sexta-feira, recebeu um e-mail informando que sua viagem de volta havia sido cancelada.
“Não recebi mais nada. Nenhuma mensagem sobre reembolso. Nada”, disse Stanton.
Em resposta a um pedido de comentário sobre o caso de Stanton, a Spirit afirmou que os reembolsos podem levar algum tempo para aparecer nas contas dos clientes.
A companhia aérea havia entrado em falência duas vezes após uma proposta de fusão com a JetBlue ser bloqueada pela administração do ex-presidente Joe Biden em 2024.
“Eles estavam perdendo dinheiro, então isso estava sendo planejado há algum tempo. Teriam que liquidar”, disse o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, neste domingo, no programa “This Week”, da ABC.
Diversas companhias aéreas dos EUA — incluindo Frontier, JetBlue e Southwest — introduziram tarifas promocionais para ajudar passageiros prejudicados e anunciaram novos voos para o verão americano.
Companhias como Delta e American Airlines também ofereceram tarifas temporariamente mais baixas para passageiros da Spirit.
Um grupo final de cerca de 1,5 mil tripulantes foi realocado ao longo do fim de semana.