Início » Rombo das estatais federais soma R$ 5,9 bilhões até abril, bate recorde para o período e supera todo o ano de 2025

Rombo das estatais federais soma R$ 5,9 bilhões até abril, bate recorde para o período e supera todo o ano de 2025

por Gilberto Cruz
rombo-das-estatais-federais-soma-r$-5,9-bilhoes-ate-abril,-bate-recorde-para-o-periodo-e-supera-todo-o-ano-de-2025


O Banco Central informou nesta sexta-feira (29) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,93 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano.
🔎O termo “déficit” significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.
Esse é o pior resultado para o período de janeiro a abril da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -2,73 bilhões, sem correção pela inflação).
➡️O resultado negativo na parcial até abril já supera o déficit registrado em todo ano passado, que foi de R$ 5,1 bilhões.
A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).
O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.
Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.
O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por “acima da linha” (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).
Agora no g1
Correios em crise
➡️O resultado ruim das estatais federais acontece em um momento de forte crise nos Correios, diante de deterioração do se resultado financeiro.
🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos.
Em de 2025, o prejuízo dos Correios foi de R$ 8,5 bilhões. O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.
Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o 4º trimestre de 2022. O prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2025 tinha sido de R$ 4,36 bilhões.
Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa.
E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo.
Para enfrentar rombo financeiro, governo autorizou em maio, os Correios a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia.
Estatais no vermelho até 2030
De acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado em abril pelo governo ao Congresso Nacional, o governo federal projeta que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030.
Também segundo a LDO, os Correios podem continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.
“Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026”, diz o governo.
Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União
Jornal Nacional/ Reprodução
No documento, o Executivo diz também que é provável que a empresa estatal tenha de receber aportes de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck.
🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

CONTATOS

noticias recentes

as mais lidas

Jornal de Minas Ltda © Todos direitos reservados CNPJ: 65.412.550/0001-63