O PT acionou nesta quinta-feira (30) o Tribunal Superior Eleitoral contra o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. O partido afirma que o senador tem amplificado uma rede de perfis anônimos ou apócrifos que atacam o presidente Lula com o uso de inteligência artificial. O partido pede que Flávio seja responsabilizado por isso.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, foi sorteado relator da ação.
O PT afirma que essa rede é integrada por Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ter apoio dos deputados Mário Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES) e do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo).
A peça é assinada pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV. A campanha pede a responsabilização dos políticos e aplicação de multas individuais por publicação
O PT afirmou ao TSE que as ações contra Lula envolvem:
31 perfis identificados no circuito de publicações colaborativas
1.464.245 seguidores somados entre as contas da rede
23.828 publicações no conjunto monitorado
67 publicações em collab analisadas individualmente, objeto de pedido de remoção
Universo potencial superior a 10 milhões de seguidores, considerada a audiência das figuras públicas que replicam o material
“A gravidade dessa arquitetura para a integridade do processo eleitoral não decorre de um post isolado, mas do efeito cumulativo da coordenação: o volume de publicações e a multiplicação de alcance entre perfis coligados fazem com que narrativas ofensivas se repitam, sob formatos levemente variados, até se impregnarem no imaginário coletivo”, diz o partido.
Para o PT, isso produz uma “percepção de rejeição generalizada ao pré-candidato [Lula] que não corresponde a um fenômeno espontâneo do debate público, mas a uma operação deliberadamente construída para dominar uma fatia da atenção e da audiência disponíveis nas redes sociais”.
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