Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente pela passagem no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22).
Perto das 11h40, o preço do petróleo tipo Brent (referência internacional) tinha queda de 11,46%, cotado a US$ 88,00 o barril — no menor valor desde 10 de março deste ano, quando estava a US$ 87,80.
Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), equivalente americano, caía 12,02% no mesmo horário, a US$ 83,31.
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A reabertura do Estreito é um dos pontos críticos da guerra e é o primeiro grande aceno do Irã em direção a um acordo pelo fim do conflito.
A volta do trânsito pelo canal, por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo, é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações travadas pelas duas partes — o que explica o reflexo direto nos preços da commodity nesta sexta-feira.
“De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.
Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã pela reabertura, mas disse que o bloqueio naval que os EUA fazem na mesma região — já no Golfo de Omã, após a saída do estreito — seguirá em vigor.
“O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!”, disse na Truth Social, destacando que o país concordou em “nunca mais voltar a fechar” o canal.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano
O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação.
Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia.
Nos últimos dias, restrições e tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo.
A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região.
O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — e, consequentemente, ao oceano aberto.
Ele é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo porque por ali passa uma grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.
A região funciona como um “corredor” obrigatório para navios petroleiros: qualquer bloqueio ou tensão na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a economia global.